Hoje passeei pela vida ao som de "Pela Luz dos olhos Teus"...nem preciso de mais lararará...
É só uma alegria que invade...aquela alegria de quando olhamos em volta e nos damos conta de quem temos ao nosso redor, de quanto coisa boa e linda vivemos e estão a nossa frente para serem vividas amanhã...eu só preciso de um céu azul anil e um balão grande...
Let's be happy!
terça-feira, novembro 25, 2008
sábado, setembro 20, 2008
Deixando o vento entrar..
Alguém certa vez me disse "abre a janela e deixa o vento entrar".
Hesitada, preponderei: "gosto da vida no seu lugar".
Algum tempo depois decidi..passos firmes e coração na boca, descranquei a janela, mais uns segundos e pronto...escancaradamente aberta para os bons ventos entrarem.
E eis que vieram...tiraram tudo do lugar, os meus pés inclusive...Agora eu só quero voar!
Hesitada, preponderei: "gosto da vida no seu lugar".
Algum tempo depois decidi..passos firmes e coração na boca, descranquei a janela, mais uns segundos e pronto...escancaradamente aberta para os bons ventos entrarem.
E eis que vieram...tiraram tudo do lugar, os meus pés inclusive...Agora eu só quero voar!
quinta-feira, março 27, 2008
Sentimentalidades
Eu realmente devo assumir. Sou sentimental.
Sou sentimentos e vivo cada um deles em tudo que faço.
Quando fico triste, eu realmente me entristeço. Sinto densas nuvens sobre a minha cabeça, sinto o chão se abrindo debaixo dos meus pés e me sugando para baixo, tudo realmente escurece, choro lágrimas doloridas, e quando dói, dói muito. Profundamente, latejante, e parece que nunca a tristeza vai passar.
Mas, passa...o dia amanhece e lá estou eu sentindo outras coisas, dando outros passos, e quando caminho, sinto até aquelas pedrinhas minúsculas que existem no chão.
Sou sentimentos e vivo cada um deles em tudo que faço.
Quando fico triste, eu realmente me entristeço. Sinto densas nuvens sobre a minha cabeça, sinto o chão se abrindo debaixo dos meus pés e me sugando para baixo, tudo realmente escurece, choro lágrimas doloridas, e quando dói, dói muito. Profundamente, latejante, e parece que nunca a tristeza vai passar.
Mas, passa...o dia amanhece e lá estou eu sentindo outras coisas, dando outros passos, e quando caminho, sinto até aquelas pedrinhas minúsculas que existem no chão.
Gosto de parar pra apreciar a paisagem, seja ela de concreto ou de ferro, de mato ou de barro..não importa, gosto de sentir o lugar pelo qual estou passando, e de sentir que ele está passando por mim.
Olho intensamente para tudo à minha volta e sinto tudo sendo impresso, marcado com brasa quente. Talvez seja essa a razão de fechar os olhos, lembrar de um lugar ou de um tempo que ficou pra trás, e conseguir sentir o que foi sentido, o que foi cheirado, ouvir o que foi dito como se tudo permanecesse vivo e latente, pulsando quente ainda dentro de mim.
Quando me alegro é intenso. Fico boba, rindo à toa, por nada, de tudo, do mundo! Canto como quem canta, danço como quem dança, e riu em alto e bom som, sem pensar em quem está me observando do outro lado da esquina.
Melhor ainda é andar sorrindo sem que nada de bom tenha acontecido, apenas a doce alegria por estar vivo.
Amo estar apaixonada, mais ainda me apaixonar pelas mesmas coisas, pelas mesmas pessoas porque assim elas não envelhecem, permanecem brilhando, deixam um constante arrepio por dentro do estômago que não me enjoa. E quando estou apaixonada, fica bem estampado na testa..nada aborrece, tudo são flores, e vermelhas diga-se de passagem.
Mas, melhor do que estar apaixonada é amar com paixão. Um amor consciente e sem razão aparente. Que sabe e que deixa de saber no mesmo instante, mas que permanece constante...sentindo assim dá vontade de abraçar o mundo inteiro, e por que não?!
Tenho uma vontade no peito maior do que a minha própria capacidade, e por isso estou sempre iniciando um projeto novo. Seja um desenho, uma carta, uma caixa, um curso, um discurso, uma peça, um grupo..de dança, de arte, de prece...gosto de me sentir parte, de fazer ser parte, de ter a agenda cheia, de desmarcar tudo e ficar de bobeira...assim, bem extrema eu sou.
Mas, eu também me enfureço. Ahhhhh, quando bate aquela raiva revoltante eu falo sozinha, brigo com alguém imaginário e sempre ganho!(hehe), faço cara feia, levanto um bico e fico de mal de meio mundo para logo depois ficar de bem, mas odeio palavrão, é uma falta de respeito e meio que sem perdão (ta, tem perdão sim, mas pra mim algo se quebra), por isso eu só deixo as palavras alçarem voz quando é alguém que realmente ouve, fala e esquece na mesma hora, e eu só conheço 5 pessoas que se encaixam nesse grupo...adivinhem só: pais, irmãos e uma prima! Que coisa...quem menos merece...mas, é tão meu coração que falo, ouço, desfalo e tudo permanece igual..é assim mesmo, sem explicação.
Adoro fazer dengo, cara manhosa e ficar preguiçosa, só pra ter alguém bajulando, e aí me sinto como uma criança desprotegida, arraigada num par de braços que aquece..é tão gostoso sentir necessidade de alguém.. mas, peralá, eu também sei me fazer independente, me sinto gente grande e dona do nariz sempre que precisa e é necessário aqui dentro, e sinto com força, até chego mesmo a acreditar que se fosse preciso poderia viver ali do outro lado do mundo sem ninguém que eu conheça por perto...a gente se vira nos trinta, eu viro, você também, eu aposto.
Eu também sinto uns sentimentos ruins, que me esforço pra se esvaírem bem logo de dentro de mim...tem hora que é bem fácil, basta ouvir uma música, ver alguém, escrever, conversar...noutras é mais complicado e é preciso mais de mim mesma e mais de Deus em mim, porque vocês sabem, sou uma homo sapiens, e é complicado.
Eu sinto saudades, muitas saudades, dói, me faz chorar, rir, ouvir vozes, ver rostinhos e sentir cheirinhos que já não estão mais aqui como antes. Tenho tantas lembranças quanto cabem em meu coração, e como ele é muito maior do que aparenta, existem muitas coisas guardadas. E quando toca aquela trilha sonora no rádio, em casa, no carro, tudo de antes vem para o presente...é aquela boa nostalgia que me faz lembrar o quanto a vida foi boa, o quanto os anos que se foram serão sempre ma-ra-vi-lho-sos!
Também sonho muito. Dormindo ou acordada, não importa...estou sempre sonhando, imaginando algo, tendo esperanças com o amanhã, com as pessoas, com a vida...e são sonhos tão intensos que desencadeiam uma série de reações e sentimentalidades...as minhas sentimentalidades.
Sou alimentada por palavras. Escritas, fonadas, faladas, soltas, cantadas, poetizadas..elas não vão com o vento, entram pelas janelas e ficam do lado de dentro. Mudam meu mundo, meu olhar, meu pensar..
É assim..tudo que sente, que passa pela mente...por isso escrevo das minhas sentimentalidades.
P.S: Enquanto escrevia esse texto, o telefone tocou...era uma amiga com a voz vibrante e feliz do outro lado da linha...a notícia liberou tanta adrenalina dentro de mim que por um momento perdi os sentidos, as mãos suaram e uma força sobrenatural empurrou o brado de vitória pra fora da garganta...EU PASSEI!!!
terça-feira, março 25, 2008

Tudo dentro em mim flutua
Não existe peso de nada, assim como não há prego que se detenha, ou finca que se assente.
Só fluídos, vozes soltas, emaranhados de pensamentos, palavras despregadas, frases sem nexo..
Fecho a porta e me detenho nesse imenso e vasto vão que caminha meio sem chão, sem direção certa, passos desconectos, incertos...
E eis que surge um som diferente, lá fora...um sussuro que veio com o vento..os bons ventos do sul, do norte, do leste e do oeste..ventos que trazem um novo ar, a esperança..
Abro a janela e um raio do imponente sol perspassa todas as frestas encobertas, a penumbra aos poucos dá lugar a uma luz brilhante, é a vida que novamente invade a casa...
Não existe peso de nada, assim como não há prego que se detenha, ou finca que se assente.
Só fluídos, vozes soltas, emaranhados de pensamentos, palavras despregadas, frases sem nexo..
Fecho a porta e me detenho nesse imenso e vasto vão que caminha meio sem chão, sem direção certa, passos desconectos, incertos...
E eis que surge um som diferente, lá fora...um sussuro que veio com o vento..os bons ventos do sul, do norte, do leste e do oeste..ventos que trazem um novo ar, a esperança..
Abro a janela e um raio do imponente sol perspassa todas as frestas encobertas, a penumbra aos poucos dá lugar a uma luz brilhante, é a vida que novamente invade a casa...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Meus cinco anos...
O início da minha caminhada universitária me dava uma constante sensação de ter caído de pára-quedas naquela segunda opção de curso. Um estranho sentimento de não pertencer àquele mundo de leis que insistia em apresentar-se a mim. Mas, como a estudante dedicada de sempre, nunca deixei a desejar nas salas com acaloradas discussões ética-filosóficas e nas notas que me fazia conhecida pelos professores.
No entanto, era nos intervalos, nas tardes de caloura, nos finais de semana e mesmo no meio de uma aula cansativa que eu e as amigas lindas, Tha e Vivi, que ganhei logo nos primeiros dias, discutíamos nossos dramas psicológicos. Era a faculdade pública que tinha ficado pra trás, a cidade que não se conheceria mais, o curso tão iludidamente desejado que não preencheria mais. Então o que fazer?!
Estudar desesperadamente para outro vestibular não era a idéia mais tentadora, preferimos prosseguir. Juntas, pensamos, seria mais fácil, ao menos mais divertido os próximos cinco anos.
Entretanto, já logo nos primeiros meses foram inúmeras mudanças. Colegas deixando a classe para trás e prosseguindo em busca de outros cursos, outros rumos. Nós permanecemos. Firmes nem tanto, mas unidas, compartilhando os temores, os segredos, as fossas, as alegrias, as vitórias, as provas, os conhecimentos. Algo valeria a pena.
Eu, na minha ânsia de querer mais, acabei fazendo outro vestibular. Estudava no amanhecer do dia, e no cansaço da noite ia para um cursinho relembrar as matérias para o vestibular. Várias foram as aulas que dediquei aos livros de literatura, e minhas fiéis escudeiras me ajudaram a não me perder em tantas matérias. O surpreendente foi ter feito a inscrição para o mesmo curso que eu desejava abandonar...vai ver já estava apaixonada sem sabê-lo. A Federal mais uma vez abriu a portas e alimentou a esperança com a 1° fase, mas me bateu a porta na cara com a 2°.
Decidi esquecer tudo isso e terminar o que tinha começado...ali mesmo, na faculdade particular que nunca pensei em estudar. Odontologia que já não me causava devaneios foi ficando de lado.
Veio então aquela viagem de férias que me fez esquecer completamente da matrícula, me obrigando a mudar o turno. Pessoas completamente diferentes! Até o mesmo ambiente tinha uma outra conotação, era outro mundo. Mas, foi assim que me encontrei com o Direito e ele comigo. Como se tivesse acabado de descobrir a “roda”, fiquei maravilhada! Dediquei horas em um grupo de pesquisa cientifica, projetos...aulas e matérias que me trouxeram outros, diferentes e maravilhosos sonhos. Outra vida. Desconhecida.
Nesse momento de encantamento e descobertas foi quando também fui agraciada por Deus para conhecer o amor da minha vida. Um presente sem precedentes!
As mudanças não pararam por aí...uma das minhas lindas amigas decidiu uma mudança de 360° e foi fazer Engenharia (que loucura!). Ficamos as duas Thas. Ganhamos uma irmãzinha Chialchia pra dividir a estrada e continuamos a caminhada.
Uma fascinante aula, um bom professor, uma estreita porta, um estágio. Um sonho alimentado....um trabalho na área que me mostrou a dantesca diferença entre a teoria e a prática. Entre os livros e a realidade. Uma bela experiência...que foi ainda mais interessante e divertida por poder dividir a sala, os processos e o computador com minha amiga desde antes de tudo aquilo ser.
Mas, eram já tantas mudanças que não ficaram só por aí...fui trabalhar em outro lugar, o estágio ficou pra trás, deixando marcas e saudade. As irmãzinhas também ficaram pra trás, naquela que foi a mais brusca mudança de realidade.
E entre dúvidas, incertezas entre o que fazer, o que valorizar, e no que se apegar, tive mãos e ombros pra me sustentar, os amigos de verdade com quem pude contar naquele momento...
Os grupos de trabalho mudaram, as companheiras diárias também, assim como os horários, os donos dos cadernos emprestados e seus destinatários de empréstimos. Uma beleza só! Uma diversidade de dar gosto.
O contato diminuiu drasticamente, assim como o meu tão precioso tempo, mas isso não impede uma amizade de crescer e se fortalecer, e a distância é a que tão bem é capaz de provar e comprovar os laços que nos ligam uns aos outros.
Foram grandes mudanças, mas que me trouxeram grandes surpresas, muita gente boa pra mais perto de mim, gente nova, amigos que se fizeram conhecidos. Mais riqueza. Uma boa soma, que nem por isso impediu as perdas e subtrações que existiram no começo de tudo isso...o que serviu para crescimento e aprendizado...experiência! Transformações boas.
Hoje, na reta final de mais uma etapa dessa boa dádiva que é a vida, olho para trás e me surpreendo com tantas coisas maravilhosas, tantas mudanças intensamente vividas, sofridas, aprendidas, alegremente inseridas nessa minha trilha. É bom parar pra recordar como vim parar aqui, de onde venho e para onde quero ir...é isso que me faz permanecer. Continuar caminhando mesmo quando o cansaço e a fraqueza se fazem tão presentes..caminhando lado a lado.
Nesse findar de curso, vejo tantos colegas sem rumo...sem saber o que fazer, pra onde ir, o que esperar de si e da vida que modela com outra face. Pessoas que não se alegram com a vitória de terminar uma etapa, mas que se entristecem e se apavoram com uma realidade que começa sem ter definição ainda.
Pensar assim é realmente apavorante. Assim como é o terrorismo que criam em torno da monografia. A pressão é tão grande que o que deveria ser um momento bom para reflexão de um tema que te envolva e te faça aprender e desenvolver, acaba te sugando por completo, esgotando todas suas forças.
Não imaginei que fosse viver algo assim...comecei o ano tão bem, tão empolgada, tão feliz por estar cumprindo mais essa etapa, por estar subindo mais esse degrau. Mas, assim que terminei de escrever, me senti exaurida. Consumida por completo. Uma sensação estranha que só! E talvez pela debilidade do momento, também fui acometida por uma crise-existencial-socrática-pós-moderna-universitária. Algo semelhante ao que já vinha acontecendo em efeito cascata do meu lado, atingindo meus colegas. Atingiu a mim também. Ferida, caída, sem convicção do que fazer, de que carreira seguir, no que realmente investir...foi assim que me senti. Em um labirinto dentro da alma. Dúvidas entre o que fazer, o que ser, e o que buscar para ter o quê.
Estou buscando forças e direção em Deus. Mais uma vez o Aquele que É, me levanta em amor e me incita em buscar nEle o caminho e a direção.
A vida nos dá escolhas, oportunidades, mas somos nós que temos vontades..e elas estão recheadas de temores e incertezas.....Entre o emprego estável e uma vida de mochilas, entre o comodismo e a aventura...é difícil escolher. Decidir entre o que vale a pena viver.
O que eu sei hoje é que esses cinco anos valeram muito a pena. Chego até aqui com a alma leve, com o sentimento de não apenas dever cumprido, mas realização. Uma não-vontade que se transformou numa boa realidade, um bom sonho.
Ainda não sei o que essa vida me reserva nos próximos 5 anos...o que serei, no que me transformarei, aonde estarei, trabalhando com que, ou em que lugar...não que isso me transforme em uma folha seca levada pelo vento, mas me faz crer que por mais que eu tenha uma direção por vontade própria a seguir ou ela esteja sem forma definida pelas sombras dos temores, a vida é inesperada em cada esquina, e sei que impensadas e inúmeras possibilidades podem surgir! O importante é prosseguir e nunca, nunca desistir.
Que venham os próximos anos, e novos desafios.
No entanto, era nos intervalos, nas tardes de caloura, nos finais de semana e mesmo no meio de uma aula cansativa que eu e as amigas lindas, Tha e Vivi, que ganhei logo nos primeiros dias, discutíamos nossos dramas psicológicos. Era a faculdade pública que tinha ficado pra trás, a cidade que não se conheceria mais, o curso tão iludidamente desejado que não preencheria mais. Então o que fazer?!
Estudar desesperadamente para outro vestibular não era a idéia mais tentadora, preferimos prosseguir. Juntas, pensamos, seria mais fácil, ao menos mais divertido os próximos cinco anos.
Entretanto, já logo nos primeiros meses foram inúmeras mudanças. Colegas deixando a classe para trás e prosseguindo em busca de outros cursos, outros rumos. Nós permanecemos. Firmes nem tanto, mas unidas, compartilhando os temores, os segredos, as fossas, as alegrias, as vitórias, as provas, os conhecimentos. Algo valeria a pena.
Eu, na minha ânsia de querer mais, acabei fazendo outro vestibular. Estudava no amanhecer do dia, e no cansaço da noite ia para um cursinho relembrar as matérias para o vestibular. Várias foram as aulas que dediquei aos livros de literatura, e minhas fiéis escudeiras me ajudaram a não me perder em tantas matérias. O surpreendente foi ter feito a inscrição para o mesmo curso que eu desejava abandonar...vai ver já estava apaixonada sem sabê-lo. A Federal mais uma vez abriu a portas e alimentou a esperança com a 1° fase, mas me bateu a porta na cara com a 2°.
Decidi esquecer tudo isso e terminar o que tinha começado...ali mesmo, na faculdade particular que nunca pensei em estudar. Odontologia que já não me causava devaneios foi ficando de lado.
Veio então aquela viagem de férias que me fez esquecer completamente da matrícula, me obrigando a mudar o turno. Pessoas completamente diferentes! Até o mesmo ambiente tinha uma outra conotação, era outro mundo. Mas, foi assim que me encontrei com o Direito e ele comigo. Como se tivesse acabado de descobrir a “roda”, fiquei maravilhada! Dediquei horas em um grupo de pesquisa cientifica, projetos...aulas e matérias que me trouxeram outros, diferentes e maravilhosos sonhos. Outra vida. Desconhecida.
Nesse momento de encantamento e descobertas foi quando também fui agraciada por Deus para conhecer o amor da minha vida. Um presente sem precedentes!
As mudanças não pararam por aí...uma das minhas lindas amigas decidiu uma mudança de 360° e foi fazer Engenharia (que loucura!). Ficamos as duas Thas. Ganhamos uma irmãzinha Chialchia pra dividir a estrada e continuamos a caminhada.
Uma fascinante aula, um bom professor, uma estreita porta, um estágio. Um sonho alimentado....um trabalho na área que me mostrou a dantesca diferença entre a teoria e a prática. Entre os livros e a realidade. Uma bela experiência...que foi ainda mais interessante e divertida por poder dividir a sala, os processos e o computador com minha amiga desde antes de tudo aquilo ser.
Mas, eram já tantas mudanças que não ficaram só por aí...fui trabalhar em outro lugar, o estágio ficou pra trás, deixando marcas e saudade. As irmãzinhas também ficaram pra trás, naquela que foi a mais brusca mudança de realidade.
E entre dúvidas, incertezas entre o que fazer, o que valorizar, e no que se apegar, tive mãos e ombros pra me sustentar, os amigos de verdade com quem pude contar naquele momento...
Os grupos de trabalho mudaram, as companheiras diárias também, assim como os horários, os donos dos cadernos emprestados e seus destinatários de empréstimos. Uma beleza só! Uma diversidade de dar gosto.
O contato diminuiu drasticamente, assim como o meu tão precioso tempo, mas isso não impede uma amizade de crescer e se fortalecer, e a distância é a que tão bem é capaz de provar e comprovar os laços que nos ligam uns aos outros.
Foram grandes mudanças, mas que me trouxeram grandes surpresas, muita gente boa pra mais perto de mim, gente nova, amigos que se fizeram conhecidos. Mais riqueza. Uma boa soma, que nem por isso impediu as perdas e subtrações que existiram no começo de tudo isso...o que serviu para crescimento e aprendizado...experiência! Transformações boas.
Hoje, na reta final de mais uma etapa dessa boa dádiva que é a vida, olho para trás e me surpreendo com tantas coisas maravilhosas, tantas mudanças intensamente vividas, sofridas, aprendidas, alegremente inseridas nessa minha trilha. É bom parar pra recordar como vim parar aqui, de onde venho e para onde quero ir...é isso que me faz permanecer. Continuar caminhando mesmo quando o cansaço e a fraqueza se fazem tão presentes..caminhando lado a lado.
Nesse findar de curso, vejo tantos colegas sem rumo...sem saber o que fazer, pra onde ir, o que esperar de si e da vida que modela com outra face. Pessoas que não se alegram com a vitória de terminar uma etapa, mas que se entristecem e se apavoram com uma realidade que começa sem ter definição ainda.
Pensar assim é realmente apavorante. Assim como é o terrorismo que criam em torno da monografia. A pressão é tão grande que o que deveria ser um momento bom para reflexão de um tema que te envolva e te faça aprender e desenvolver, acaba te sugando por completo, esgotando todas suas forças.
Não imaginei que fosse viver algo assim...comecei o ano tão bem, tão empolgada, tão feliz por estar cumprindo mais essa etapa, por estar subindo mais esse degrau. Mas, assim que terminei de escrever, me senti exaurida. Consumida por completo. Uma sensação estranha que só! E talvez pela debilidade do momento, também fui acometida por uma crise-existencial-socrática-pós-moderna-universitária. Algo semelhante ao que já vinha acontecendo em efeito cascata do meu lado, atingindo meus colegas. Atingiu a mim também. Ferida, caída, sem convicção do que fazer, de que carreira seguir, no que realmente investir...foi assim que me senti. Em um labirinto dentro da alma. Dúvidas entre o que fazer, o que ser, e o que buscar para ter o quê.
Estou buscando forças e direção em Deus. Mais uma vez o Aquele que É, me levanta em amor e me incita em buscar nEle o caminho e a direção.
A vida nos dá escolhas, oportunidades, mas somos nós que temos vontades..e elas estão recheadas de temores e incertezas.....Entre o emprego estável e uma vida de mochilas, entre o comodismo e a aventura...é difícil escolher. Decidir entre o que vale a pena viver.
O que eu sei hoje é que esses cinco anos valeram muito a pena. Chego até aqui com a alma leve, com o sentimento de não apenas dever cumprido, mas realização. Uma não-vontade que se transformou numa boa realidade, um bom sonho.
Ainda não sei o que essa vida me reserva nos próximos 5 anos...o que serei, no que me transformarei, aonde estarei, trabalhando com que, ou em que lugar...não que isso me transforme em uma folha seca levada pelo vento, mas me faz crer que por mais que eu tenha uma direção por vontade própria a seguir ou ela esteja sem forma definida pelas sombras dos temores, a vida é inesperada em cada esquina, e sei que impensadas e inúmeras possibilidades podem surgir! O importante é prosseguir e nunca, nunca desistir.
Que venham os próximos anos, e novos desafios.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Por escolha divina
Em um dia de brado
Eu nasci no cerrado

Em uma terra de mato
Mesmo quando cortada por trilhas e asfalto
Muita lavoura e gado
No meio do povo bonito que fala arrastado
Cresceu a menina de jeito meigo e sotaque carregado
O cordão umbilical está cá, na capital do Estado
Mas a cidade de flores tão grande e encantada
Tão bonita e tão amada,
Já não aparenta mais tão ilimitada
Seus limites ficaram aquém da estrada
Quero agora ter a cidade eleita
Que seja perdida ou perfeita
Em um dia de brado
Eu nasci no cerrado

Em uma terra de mato
Mesmo quando cortada por trilhas e asfalto
Muita lavoura e gado
No meio do povo bonito que fala arrastado
Cresceu a menina de jeito meigo e sotaque carregado
O cordão umbilical está cá, na capital do Estado
Mas a cidade de flores tão grande e encantada
Tão bonita e tão amada,
Já não aparenta mais tão ilimitada
Seus limites ficaram aquém da estrada
Quero agora ter a cidade eleita
Que seja perdida ou perfeita
domingo, agosto 12, 2007
Beleza Rara

Um batom provocante, um olhar penetrante,
Uma roupa legal, sapatinho de cristal,
Um vocabulário requintado, o esmalte pintado
Corpo malhado, barriguinha sarada
Um espelho na sala e uma imagem: beleza cara
Os traços, as palavras doces, o nobre coração
Tudo isso já não conta mais
O que basta é ter uma boa imagem
Ainda que seja bem caro sua conservação
Ainda que o abraço fique adiado para não estragar o penteado
Ainda que a chuva não seja sentida para não molhar a roupa preferida
Ainda que o amor não seja demonstrado para não deixar o borrado
Ainda que o amor próprio, aquele que fez Narciso se afogar, fira o meu ente mais próximo
Mas o bom da vida é deixar o vento te despentear
A criança com o doce e o melado te sujar
Deixar o abraço gostoso te apertar e amarrotar
Ser acarinhado pelo gotejar da chuva
E se para isso for preciso sair de casa com aquele vestido de chita,
Com aquele chinelinho de dedo, que assim seja
O que não pode é economizar tempo, sorrisos, abraços
Conversas, lágrimas, poemas, declarações...
Não se pode economizar a vida
Viver a vida assim e desfrutar com equilíbrio e sabedoria é a maior beleza – Beleza rara
Uma roupa legal, sapatinho de cristal,
Um vocabulário requintado, o esmalte pintado
Corpo malhado, barriguinha sarada
Um espelho na sala e uma imagem: beleza cara
Os traços, as palavras doces, o nobre coração
Tudo isso já não conta mais
O que basta é ter uma boa imagem
Ainda que seja bem caro sua conservação
Ainda que o abraço fique adiado para não estragar o penteado
Ainda que a chuva não seja sentida para não molhar a roupa preferida
Ainda que o amor não seja demonstrado para não deixar o borrado
Ainda que o amor próprio, aquele que fez Narciso se afogar, fira o meu ente mais próximo
Mas o bom da vida é deixar o vento te despentear
A criança com o doce e o melado te sujar

Deixar o abraço gostoso te apertar e amarrotar
Ser acarinhado pelo gotejar da chuva
E se para isso for preciso sair de casa com aquele vestido de chita,
Com aquele chinelinho de dedo, que assim seja
O que não pode é economizar tempo, sorrisos, abraços
Conversas, lágrimas, poemas, declarações...
Não se pode economizar a vida
Viver a vida assim e desfrutar com equilíbrio e sabedoria é a maior beleza – Beleza rara
Tha.
domingo, junho 17, 2007
Dois meses...
Exatamente dois meses sem postar!
Parece tudo tão abandonado, tão sem palavras, sem vida....
Aconteceram tantas coisas! Tantas boas dádivas e algumas linhas tristes também...
Tantas comemorações..aniversário do jardineiro-regador-da-minha'lma, do dia do grande encontro, do blog! Uma das pessoas mais importantes da minha vida ganhou um lindo ano de vida e eu ganho junto; o encontro mais lindo de duas vidas; e o bloguinho que fez seu primeiro aniversário...
Apesar de não ter tido tempo para postar, nada disso ficou em branco...papel e caneta são igualmente fundamentais para quem ama escrever, mesmo que não seja publicado em lugar algum...ficam expressos, marcados, dispostos nas linhas de algum lugar.
Dois meses...parece tão pouco tempo, mas quantas coisas podem acontecer num curto espaço de tempo! E na sua doce vida o que aconteceu?! Conta pra mim vai...
Parece tudo tão abandonado, tão sem palavras, sem vida....
Aconteceram tantas coisas! Tantas boas dádivas e algumas linhas tristes também...
Tantas comemorações..aniversário do jardineiro-regador-da-minha'lma, do dia do grande encontro, do blog! Uma das pessoas mais importantes da minha vida ganhou um lindo ano de vida e eu ganho junto; o encontro mais lindo de duas vidas; e o bloguinho que fez seu primeiro aniversário...
Apesar de não ter tido tempo para postar, nada disso ficou em branco...papel e caneta são igualmente fundamentais para quem ama escrever, mesmo que não seja publicado em lugar algum...ficam expressos, marcados, dispostos nas linhas de algum lugar.
Dois meses...parece tão pouco tempo, mas quantas coisas podem acontecer num curto espaço de tempo! E na sua doce vida o que aconteceu?! Conta pra mim vai...
terça-feira, abril 17, 2007
sou...
Sou o sol, sou a lua
Sou o mar e sua espuma
Sou o mar e sua espuma
Sou o campo, sou o rio
Sou sempre ternura
Sou o chão, o vão
O ombro e a mão
Sou a matemática
Sou a história, um poço de memória
Sou a razão, a emoção
Sou a paixão e a canção
Um mosaico no coração
Sou o jardim, a flor,
Sou o amor
A cura e a dor
Sou diversa, multiforme
Com perguntas e respostas
Sou a alma despida de mentiras
Sou a sinceridade em busca da Verdade
Sou humana, sou terrena
Uma efêmera em busca da Eternidade
Sou rasa, intensa
Um sopro de existência
Sou criança e experiência
A ânsia pela sapiência!
Sou a escuridão e o farol
O elo e o nó
Sou a conquista e a derrota
A alegria, o poema e a prosa
Sou a lágrima
Sou a angústia e a paz
A dúvida e a certeza
Um labirinto
Trilhando o Caminho
Sou a súplica e a oração
A culpa e o perdão
Sou a calma e a fúria
O calor e a chuva
Sou o verão, o inverno
Sou as quatro estações
Uma miscelânea de sensações
Sou a presença e a ausência
A saudade
Sou o espelho e a imagem
Gente que sente
Gente do pó
A semelhança dAquele que me deu essa pluralidade
O que É e NEle busco ser.
Viva a complexidade!!
Sou sempre ternura
Sou o chão, o vão
O ombro e a mão
Sou a matemática
Sou a história, um poço de memória
Sou a razão, a emoção
Sou a paixão e a canção
Um mosaico no coração
Sou o jardim, a flor,
Sou o amor
A cura e a dor
Sou diversa, multiforme
Com perguntas e respostas
Sou a alma despida de mentiras
Sou a sinceridade em busca da Verdade
Sou humana, sou terrena
Uma efêmera em busca da Eternidade
Sou rasa, intensa
Um sopro de existência
Sou criança e experiência
A ânsia pela sapiência!
Sou a escuridão e o farol
O elo e o nó
Sou a conquista e a derrota
A alegria, o poema e a prosa
Sou a lágrima
Sou a angústia e a paz
A dúvida e a certeza
Um labirinto
Trilhando o Caminho
Sou a súplica e a oração
A culpa e o perdão
Sou a calma e a fúria
O calor e a chuva
Sou o verão, o inverno
Sou as quatro estações
Uma miscelânea de sensações
Sou a presença e a ausência
A saudade
Sou o espelho e a imagem
Gente que sente
Gente do pó
A semelhança dAquele que me deu essa pluralidade
O que É e NEle busco ser.
Viva a complexidade!!
segunda-feira, abril 16, 2007
A grande poesia da vida
Um poema, uma canção.
O papel e a caneta na mão...vejo o que não percebo. Sou eu.
Sem preocupações, sem vestes ou segredos.
O papel é o espelho daqui de dentro.
Revelador, questionador...
E o verso de outro mostra o quão próximos somos.
Humanos num mundo de máquinas.
A poesia traz vida, acalenta a alma.
Deus é o maior de todos os Poetas, o maior de todos os Artistas e nEle está a grande beleza da vida.
Na variedade das cores com que pincelou a natureza.
Na grandiosidade de detalhes que teceu a humanidade.
Quando penso em escrever, lembro do Pai de amor que vivendo exalou amor. Não foi no papel, não foi com as tintas, não foi no palco nem no tablado. Foi na vida.
Maior poesia que essa eu não conheço. É isso que eu quero alcançar...
O papel e a caneta na mão...vejo o que não percebo. Sou eu.
Sem preocupações, sem vestes ou segredos.
O papel é o espelho daqui de dentro.
Revelador, questionador...
E o verso de outro mostra o quão próximos somos.
Humanos num mundo de máquinas.
A poesia traz vida, acalenta a alma.
Deus é o maior de todos os Poetas, o maior de todos os Artistas e nEle está a grande beleza da vida.
Na variedade das cores com que pincelou a natureza.
Na grandiosidade de detalhes que teceu a humanidade.
Quando penso em escrever, lembro do Pai de amor que vivendo exalou amor. Não foi no papel, não foi com as tintas, não foi no palco nem no tablado. Foi na vida.
Maior poesia que essa eu não conheço. É isso que eu quero alcançar...
terça-feira, março 20, 2007
Um juiz arretado

Normalmente as pessoas têm uma idéia equivocada da Justiça. Mas isso, ifelizmente, não decorre apenas da simples ignorância de assuntos jurídicos ou das leis que o norteiam. E sim da inalcançabilidade de muitos juizes, da ganância e das atitudes inescrepulosas de muitos advogados(eu não vou dizer todos, porque de fato não são todos, e se um dia eu for uma, espero que ao menos você que lê e me conhece me tenha como exceção e distinta consideração.rs) e também da falta de tato de muitos promotores. Além é claro, da postergação da efetiva justiça ao caso concreto.
Como o Poder Judiciário atinge os direitos das pessoas, envolve suas vidas, suas liberdades, seus patrimônios, e sua moral, é evidente que o não atendimento das suas necessidades deixa uma lacuna na alma, de que você não foi atendido, seu direito foi desconsiderado.
Mas, existem pessoas que fazem parte desse mundo que fazem a diferença, que se colocam no lugar do outro, que lhe dão não apenas o amparo legal, mas o ombro, e quando eu vejo isso fico extremamente feliz, porque eu sei que a diferença pode ser feita em qualquer meio, e isso alimenta a esperança de um mundo melhor.
Então, vou compartilhar mais uma sentença (que encontrei no Blog do Cardoso hehe) esplendorosa com vocês.
Processo: Número: 0737/05
Quem pede: José de Gregório Pinto
Quem pede: José de Gregório Pinto
Contra quem: Lojas Insinuante Ltda, Siemens Indústria Eletrônica S.A e Starcell
Ementa: UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza!
Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!
Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens….. Não é coisa de segunda-mão, não!
Consertado, dias depois não prestou mais… Não se faz mais conserto como antigamente!
Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.
Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.
Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador” . Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto….
Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da “incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica.” Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?
Disse mais a Siemens: “o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto”. Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso.
O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo!
A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de “legitimatio ad causam”, também por motivo do “vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias” e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então “allegatio et non probatio quasi non allegatio”.
E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!
Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: “leve dois e pague um!” Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!
Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!
Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor.
Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!
Por fim, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.
À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!
A Secretaria vai mandar uma cópia para todos.
Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.
Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.
Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!
Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu “extra petita”, quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.
No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, Bahia, 21 de setembro de 2005 Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
quarta-feira, março 07, 2007
Um po$t diferente...

Como já disse em outro e no primeiro post desse meu primeiro blog, comecei a postar o que escrevo por influência de uma amiga minha já presente no mundo dos blogs a bastante tempo, mas hoje recebi um e-mail com uma notícia muito legal, que em míudos diz que se você quer unir o útil ao agradável ou vice-versa, você ainda pode sair lucrando!
Não é uma maravilha?! Posso escrever o que gosto e gostando de escrever como gosto, ainda posso ganhar dinheiro =D
Não...não sou materialista, definitivamente não. Valorizo mais as relações interpessoais e uma vida com Deus, afinal aqui é tudo muito passageiro e sem valor pra eternidade. Mas convenhamos, ele acaba sendo importante para a sobrevivência, e como qualquer outro ser humano só a sobrevivência não nos faz alcançar sonhos, portanto, não é errado querer um pouquinho mais.
Então, quem sabe essa minha pequena janela da alma não seja visitada por mais pássaros e andorinhas que circulam esse mundo internético e me abençoem através de contas polpudas vindas do google?! hehehe...
Acabei visitando um desses bloggeiros profissionais - Blog do Cardoso, como estão sendo chamados, e o cara saiu na tal reportagem que eu li, e apesar do blog dele ser cheio de matérias legais, e embaçar a vista da gente com tannnntos anúncios(deve vir daí a renda do blog), não é assim tão melhor do que o da minha amiga por exemplo.
O que me leva a uma "brilhante" conclusão: Não preciso escrever besteiras, plagiar outras coisas, criticar o governo etc, posso continuar eu mesma e o refletir o que se passa por aqui dentro...o que eu preciso é de mais assiduidade aqui na minha página e de mais visitantes :)
Então, me anuncie hehehe...anunciem ela também :D
segunda-feira, março 05, 2007
O jardineiro fiel e sua pequena flor...

Como pode uma coisinha tão pequenininha causar tamanho impacto na minha vida?!
Talvez pudesse ser pelas cores vivas, ou pela delicadeza, ou mesmo pela beleza. Mas não. Definitivamente não.
A grandiosidade que ela obteve não foi pela graciosidade que ostenta, mas por tão pequena e maravilhosa atitude.
Suas mãos. Sim, as mãos de um jardineiro fiel, que em meio à escuridão de um jardim ofuscado pela sombra da noite e de alguns espinhos, consegue enxergar uma linda flor.
Talvez pudesse ser pelas cores vivas, ou pela delicadeza, ou mesmo pela beleza. Mas não. Definitivamente não.
A grandiosidade que ela obteve não foi pela graciosidade que ostenta, mas por tão pequena e maravilhosa atitude.
Suas mãos. Sim, as mãos de um jardineiro fiel, que em meio à escuridão de um jardim ofuscado pela sombra da noite e de alguns espinhos, consegue enxergar uma linda flor.
Ele a colhe.
Um gesto de ternura, de amor.
Sim, o maior amor do mundo em uma pequenina e grandiosa atitude.
A melhor e mais bela flor do mundo não tem laços, tampouco celofane, tem mãos. Mãos de um enamorado atento, que sabe bem como regar o seu jardim secreto.
Amo muito você!
Um gesto de ternura, de amor.
Sim, o maior amor do mundo em uma pequenina e grandiosa atitude.
A melhor e mais bela flor do mundo não tem laços, tampouco celofane, tem mãos. Mãos de um enamorado atento, que sabe bem como regar o seu jardim secreto.
Amo muito você!
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Chuva

O sol que desponta, desaparece
O céu escurece
O vento se intensifica, o clima esfria...
A poeira forma redemoinhos, as folhas caem sem graça e leveza
Um pingo.
As pálpebras se fecham, a menina dos olhos se entristece
Torrentes de águas descem
Lavam a terra, a alma, limpa os olhos e o céu
Desembaça as vistas e apaga os incêndios
Alimenta o leito dos rios, os animais, o corpo e dá vida à alma sedenta
Rega a semente e a esperança sente
Nos faz homens na terra frutífera e humanos na alma fértil
Logo o sol aponta, reaparece
O brilho aquece, o sorriso enlarguesse
A árvore dá o seu fruto e a alma amanhece com um novo rumo
Chuva é vida. É lágrima aquecida.
É um pouco de nós e da nossa loucura
Que ora destrói e ora constrói
É lembrança dos céus e do Pai
De que a mesma água que machuca; é a que purifica. Traz vida.
Seja bem vinda chuva
Venha impetuosa
Venha como o orvalho da manhã
Venha....venha sobre nós.
O céu escurece
O vento se intensifica, o clima esfria...
A poeira forma redemoinhos, as folhas caem sem graça e leveza
Um pingo.
As pálpebras se fecham, a menina dos olhos se entristece
Torrentes de águas descem
Lavam a terra, a alma, limpa os olhos e o céu
Desembaça as vistas e apaga os incêndios
Alimenta o leito dos rios, os animais, o corpo e dá vida à alma sedenta
Rega a semente e a esperança sente
Nos faz homens na terra frutífera e humanos na alma fértil
Logo o sol aponta, reaparece

O brilho aquece, o sorriso enlarguesse
A árvore dá o seu fruto e a alma amanhece com um novo rumo
Chuva é vida. É lágrima aquecida.
É um pouco de nós e da nossa loucura
Que ora destrói e ora constrói
É lembrança dos céus e do Pai
De que a mesma água que machuca; é a que purifica. Traz vida.
Seja bem vinda chuva
Venha impetuosa
Venha como o orvalho da manhã
Venha....venha sobre nós.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Meus Natais...

Já se passaram quase dois meses dessa data festiva, data que elegeram para comemorar o nascimento do maior de todos os homens que já pisaram na face dessa terra.
Não pretendo discorrer sobre o que penso dessa data comercil, tampouco sobre sua origem pagã. Quero falar apenas sobre o seu significado na minha vida...
Nunca fui ensinada para acreditar em um bom velhinho de barbas brancas que poderia me dar presentes, caso eu fosse uma boa menina durante o ano.
Desde pequenina fui fui criada com base nos eternos princípios cristãos, e fui ensinada que para ser abençoada deveria obedecer a Deus, o meu Pai de amor, e aprendi depois que obediência tem muito mais a ver com o coração, do que com as ações que se pratica. Obediente é ter um coração sincero, aberto e que diz sim com prazer, e ouve um não com o mesmo prazer, mesmo que não seja agradável, e aí as ações são meras consequências...mas, o assunto não é sobre como ser obediente em dez dias hehehe...
Vou lhes dizer como e quando descobri a importância do natal na minha vida...
Mas, repito, não é pelo significado que carrega, ou pelos efeitos mercantis que gera, mas pela forma mágica, como de uma maneira inexplicável, é capaz de tornar sensível o coração mais duro e reprimido, de tornar a casa da avó tão cheia de tios e primos ao redor de uma mesa farta. Creio que é porque Deus tem o grande poder de transformar coisas ruins e carregadas de simbolismos negativos, em coisas boas.
Assim, mesmo com sua origem tenebrosa, o natal tem de fato um brilho especial e vivo.
A algum tempo atrás eu passei a criticar esse dia natalino, vendo apenas o lado negativo das duas faces da moeda. No entanto, esse último natal, me fez refletir sobre isso, e me levou por uma viagem fabulosa dentro da minha memória...
Era a data mais esperada do ano, depois dos aniversários, claro.
Para mim, ter toda minha grande e numerosa família reunida, ver meus primos distantes e espalhados por esse Brasil, na mesma casa, com a mesma avó era fascinante.
Passar a noite tomando conta da rua, brincando, se divertindo, fazendo suspense com amigo secreto prestes a ser revelado era embriagante.
Depois, com o passar dos anos, a brincadeira na rua foi substituída por troca de segredinhos, risinhos e a eleição, às escuras, dos primos mais bonitos...ah! Lembrar de tudo isso me faz reviver ao menos as boas sensações puras e juvenis! O final da noite era sempre selado com uma oração de graças pra lá de formal, mas que no fundo eu sabia e entendia que aqueles belos e felizes momentos familiares eram graças a Deus. A Ele somente.
Todos esses natais na minha Goiânia querida são como jóias guardadas, como se estivessesm sido descobertas a pouco...Mas, também não posso me furtar das lembranças dos natais em Brasília..lá não tinha tantos primos, é verdade, e os que tinham eram mais velhos do que eu, com interesses sempre diferentes...e aí, a diversão ficava por conta do meu pai, tios e meu vozinho (que saudade eterna!), que pareciam crianças reunidas, unidas, que até hoje, me causa uma admiração sem igual.
Aos poucos, entretanto, me deixei levar pelos pontos negativos, pelos vales tortuosos dessa data festiva.
Mas, esse último natal, com poucas pessoas e longe de uma tão querida e amada, me fez pensar no seu real sentido pra mim...por mais que se critique, que existam erros e falhas, não conheço outra data que seja capaz de unir os distantes, estreitar os laços de sangue, e aquecer o coração dos amantes. Amantes uns dos outros, da vida, e de Deus.
Hoje, as crianças cresceram, alguns em outros rumos, com novas famílias, deixando que as suas crianças lá festejem, ficando a cargo de nós, os crescidos, carregaro o legado e eterniza-lo. Não deixando que essa chama que arde mais nesses dias, se apague, mas que crie labaredas, capazes de iluminar o céu da meia-noite.
Pois, por mais que Jesus Cristo tenha nascido em outra época, Ele pode tornar esse dia 25/12, um belo momento de união e fraternidade para nos lembrar de um projeto seu que jamais terá fim e que deve SEMPRE ser cuidado: a família!
Não pense nesse momento no lado negativo, porque são muitos..como "por que sentir isso apenas uma vez no ano", mas pense no lado bom e positivo, e por que não?!
quinta-feira, novembro 30, 2006
Saia da Rotina! Se liberte!

Já li muitos textos que falavam sobre a importância de sermos flexíveis para mudanças, abertos para novas experiências, dispostos a morrer todo dia, pra renascermos no outro..Também sempre quis escrever sobre isso..A vida é algo tão belo, tão profundo e ao mesmo tempo parece tão inatingível, que quanto mais se escreve sobre ela, mais temos o que dizer...Mas, a falta de tempo tem sido o meu maior problema, por isso vou postar um trecho que me saltou aos olhos de um livro da Cecília Meireles. Lambuzem-se com suas sábias palavras:
.....
"(...) Porque a mocidade é a face mais clara do eterno. Do eterno que só é porque a todo instante deixa de ser. Do eterno que, sendo um só, por essa capacidade de mudar sem se perder, pode ser tudo, ao mesmo tempo, ou de cada vez.
(...) Ora, a felicidade está na libertação. E, se a libertação depende de uma contínua mudança, a rotina é apenas um preconceito e uma idéia falsa de segurnaça e tranquilidade, para os que, temendo o que desconhecem, se limitam a estreitos territórios, onde a ausência de aventuras pode parecer impossibilidade de perigo (...)."
Cecília Meireles
[Rio de Janeiro, Diário de Notícias, 13 de março de 1932].
segunda-feira, novembro 27, 2006
Justiça

Recebi uma sentença poética por e-mail. Pesquisei no site do Tribunal de Minas Gerais, e na comarca de Varginha encontrei o nome da pessoa..só não tenho certeza se é o Rolinha ou se é um homônimo do mesmo. De qualquer forma, a sentença é linda, sábia e poética. E ainda que seja apenas literatura, já não se vê com tanta freqüência assim, por isso estou postando. Coisas boas a gente deve compartilhar. Que esta seja uma lição.
Sentença judicial em verso proferida em Varginha/MG, em 16 de novembro de 1987 por RONALDO TOVANI 1º Juiz de Direito Auxiliar, publicado no Jornal "Gazeta do Sul de Minas":
Poder Judiciário
Comarca de Varginha; Estado de Minas Gerais
Autos nº 3.069/87; Criminal
Autora: Justiça Pública
Indiciado: Alceu da Costa, vulgo "Rolinha"
Vistos, etc..
No dia cinco de outubrodo ano ainda fluente
em Carmo da Cachoeira
terra de boa gente
Ocorreu um fato inédito
que me deixou descontente
o jovem Alceu da Costaconhecido por "Rolinha"
aproveitando a madrugada
resolveu sair da linha
subtraindo de outrem
duas saborosas galinhas
Apanhando um saco plástico
que ali mesmo encontrou
o agente, muito esperto
escondeu o que furtou
deixando o local do crime
da maneira como entrou
O senhor Gabriel Osório
homem de muito tato
notando que havia sido
vítima do grave ato
procurou a autoridade
para relatar-lhe o fato
Ante a notícia do crime
a polícia diligente
tomou as dores de Osório
e formou seu contingente:
um cabo e dois soldados
e quem sabe até um tenente
Assim é que aparato
da Polícia Militar
atendendo a ordem expressa
do delegado titular
não pensou em outra coisa
senão em capturar
E depois de algum trabalho
o larápio foi encontrado
estava no "Bar do Pedrinho"
quando foi capturado;
não esboçou reação
sendo conduzido então
à frente do delegado.
Perguntado sobre o furto
que havia cometido
respondeu Alceu da Costa
bastante extrovertido:
"Desde quando furto é crime
neste Brasil de bandido?"
Ante tão forte argumento
calou-se o delegado,
mas por dever de seu cargo
o flagrante foi lavrado
recolhendo à cadeia
aquele pobre coitado
E hoje passado um mês
de ocorrida a prisão
chega-me às mãos o inquérito
que me parte o coração:
solto ou deixo preso,
esse mísero ladrão?
Soltá-lo; decisão
que a nossa lei refuta
pois todos sabem que a lei
é pra pobre, preto e puta.
Por isso peço a Deus
que norteie minha conduta.
e é muito justa a lição
do pai destas alterosas:
Não deve ficar na prisão
quem furtou duas penosas
se lá também não estão presas
pessoas bem mais charmosas
como das fraudes do INAMPS
das ferrovias engenhosas.
Afinal não é tão grave
aquilo que Alceu fez
pois nunca foi do governo
nem seqüestrou Martines
e muito menos do GAB
participou alguma vez.
Desta forma é que concedo
a esse homem da simplória
com base no CPP
liberdade provisória
para que volte pra casa
e passe a viver na glória.
Se virar homem honesto
e sair dessa sua trilha
permaneça em Cachoeira
ao lado de sua família
devendo ao contrário
mudar-se para Brasília.
P. R. I. e
expeça-se o respectivo alvará de soltura.
(Ronaldo Tovani)
terça-feira, novembro 21, 2006
Conversar é sempre bom....

Conversar é sempre muito bom. Compartilhar a vida, fatos, acontecimentos, histórias, risadas, sonhos, medos, tristezas, alvos, a caminhada.
Mas, muitas vezes ficamos calados e nos deixamos aprisionar pelas frases que não são ditas, pelas palavras que ficam na garganta apreendidas.
Talvez pelo medo de não ser compreendido, ou a vergonha de se mostrar sem capas, sem máscaras, de dizer o que se sente lá dentro, onde ninguém vê, e você pensa e sente livremente.
E aí, as palavras soltas vão se acumulando, vai se tornando um fardo ficar com tudo entalado. Vai ficando difícil sentir tudo sozinho, pensar sem ter ninguém pra acrescentar ou questionar.
Então por que demoramos tanto pra dizer que amamos alguém, demoramos pra dizer que aquela atitude não foi legal, demoramos pra dizer que precisamos de alguém, demoramos pra reconhecer nosso erro e pedir perdão, demoramos pra dizer que o que pensávamos sobre alguém estava errado, demoramos pra sermos livres...
A clausura não tem paisagem, não tem ar fresco..só tem ar quente, abafado e medo..medo de ir pra fora, de abrir os olhos e soltar a voz. Dizer quem você é, o que você sente, o que você pensa.
Mas, às vezes, a prisão foi tão torturante que quando se solta a voz o verbo é tão rasgado e enraivecido que não produz os efeitos que poderia produzir...fere quem escuta.
Então vamos conversar, vamos dialogar sempre, vamos abrir o coração mesmo quando a primeira impressão é de deixar pra lá, quando a primeira reação é dizer esquece. Vamos esquecer essas expressões, vamos abrir a boca, a mente e o coração...mas, quando alguém for conversar que os ouvidos estejam mais atentos..que os dois funcionem para reter e absorver o que é bom.
Que possamos dialogar com quem nunca antes conversamos também...às vezes a primeira impressão é quebrada pelo primeiro verbo que falamos e ouvimos.
Diálogos verdadeiros são libertadores, nos faz enxergar com os olhos dos outros, nos faz pensar e sentir com a mente e o coração do outro, nos faz ir além dos limites que nós mesmos nos impomos, com pensamentos que muitas vezes nem são reais e apenas nos corrói sem dó nem pena.
Que as vozes sejam como poesias cantadas...e as músicas como o canto dos pássaros, e a vida mais florida.
terça-feira, outubro 10, 2006
Sem palavras
"Deixa eu dizer que te amo..."
Deixa eu me perder nas palavras, ficar embriagada em toda essa emoção em tê-lo aqui no meu coração, em fazer morada aí no seu.
Deixa eu ficar sem falar nada, apenas deixar que os meus olhos te digam tudo!
Deixa eu agradecer com um abraço, essa vida tão completa ao seu lado
Deixa eu transmitir a você com um beijo que amei o almoço, que amei o bilhete..que amei você ainda mais.
Deixa eu aqui sem palavras....
E com pequenas demonstrações do maior amor do mundo.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Vôo..

O céu sempre foi um lugar tão lindo de se olhar
Um alvo tão nobre de se alcançar
Sempre com tantos pássaros a voar
Tantos corações apaixonados a planar
Quantas crianças não quiseram ter asas para em alguma nuvem se abrigar?!
Ou quantos não olhando para lá viram um algodão doce no ar?!
No passado foi a torre Babel, no presente os sonhos saíram do papel
Santos Dumond fez o sonho ser possível
E os seus discípulos posteriores o tornaram acessível
Mas, também foi aqui em baixo que vi sonhos despencando
Prédios sendo atingidos
Cidades destruídas
Uma possibilidade se tornar arma de destruição
E mesmo sendo apenas um transporte
Vi uma colisão
Vi famílias repartidas, sonhos enterrados
Lágrimas derramadas, dores apertadas
Me compadeci
E vi mais uma vez a falibilidade do homem...
Por mais que se conquiste terra, céu e mar, segurança absoluta só debaixo das asas dAquele que voa e que jamais cai.
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