Quarta-feira, Julho 29, 2009
Não tem jeito. Sou feliz e nostálgica. Curto cada instante. Gosto de perceber imperceptibilidades. Amo as entrelinhas do texto, as sutilezas do olhar e do sorriso. Mas lido mal com as saudades. Não me conformo com o galope do tempo, que some com os meus queridos. Perder dói demais. Adoro álbuns. Revejo fotografias, antigos sorrisos, a saúde inabalável dos que estavam vivos e sei, vou passar o dia acabrunhada. Há lugares que agulham o meu coração.
Não tem jeito. Sou desembaraçada e introvertida. Enfrento os espaços públicos com desenvoltura. Sei falar com uma multidão. Debulho argumentos com a oratória. Comunico e ilustro. Minha dicção é razoável. Disfarço o sotaque. Também transito com certa facilidade em espaços privados. Entro e saio de pequenas reuniões com traquejo. Travo, porém, nos ambientes íntimos. Nutro a sensação de que certos segredos da alma devem acompanhar-me ao túmulo. Gaguejo quando preciso explicar o porquê de alguma atitude. Hesito em abrir os porões da alma.
Não tem jeito. Sou quieta e nervosa. Gosto de ficar em casa, do cheiro do meu travesseiro, de ver a noite engolir o dia, de dias chuvosos, de silêncio. Por outro lado, inquieto-me com pensamentos enlatados. Fico frenética com a tensão das idéias. Discuto com as veias do pescoço. Quero perguntar, seguir adiante com inquietações. Permitir que a navalha da dúvida corte qualquer crença absolutizada por minha preguiça. Gosto de anarquistas, livres pensadores, poetas, trovadores e escritores, que trucidam o texto com metáforas arrasadoras.
Não tem jeito. Sou esperta e ingênua. Sou vidente para perceber a maldade e a leviandade. Mas acredito na amizade de quem jura companheirismo. Tenho intuição feminina para notar hipocrisia. Mas acho que todos os meus conhecidos são leais. Noto lágrimas forçadas. Mas não me protejo do estilete de quem imaginava querido.
Não tem jeito. Sou corajosa e covarde. Ouso e depois tremo. Arrojo e depois lamento. Escrevo, posto e depois choro. Às vezes escrevo coisas que deveria manter escondidas. Para manter o sucesso prematuro, que me fez conhecida de caciques religiosos, eu deveria me amordaçar. Todavia, sou inconsequente. Aceito, tempestivamente e de peito aberto, o ringue dos debates. Acabo destroçado pelos argutos professores de teologia. Recebo a pecha de herege, tola e boba. Ferida, penso em me aposentar. Sumir para um lugar ermo. Desaparecer da internet. Mudar de nome e frequentar o clube literário da cidade; simplesmente viver.
Não tem jeito. Sou teimosa e hesitante. Digo: vou continuar com a determinação do jagunço, com persistência da rendeira, com a dureza do jangadeiro. Pouco depois, quero tirar o site do ar, sair daquele curso que quis tanto entrar. Dizer aos meus muitos críticos que eles têm razão: mereço o fogo mais intenso do inferno; não deveria expor o esforço de ser eu mesma. Tem horas que penso revidar, espinafrar partir para o ataque. Contudo, sem mais nem menos vem a vontade de pedir a todos que tenham misericórdia de mim; como não posso arvorar-me a nada, condeno-me a ser uma eterna aprendiz.
Recebi este texto hoje cedo e foi como ver-me nua frente ao espelho...por isso está sem aspas, com algumas adptações e poquíssimos acréscimos.
Ta aí mais um motivo que me aproxima de tão admirável pastor Ricardo Godim.
Soli Deo Gloria!!!
Quinta-feira, Julho 02, 2009

Estou morando na capital da corrupção, digo da Nação.
Aquela minha querida cidade grande com ares provincianos ficou para trás. Ficou também o calor humano, a receptividade, a proximidade, das casas, dos lugares, dos laços de amizade.
Brasília não tem essa intimidade, tampouco identidade, é totalmente pró-atividade! Aqui tudo acontece e de onde tudo pode mudar lá fora, com uma simples assinatura no Planalto. Talvez por isso as pessoas aqui sejam tão frias, arredias e andem com tamanha pose nas ruas.
Tudo exala poder, status, posição social, e a maioria sonha com um cargo. Seja político ou estatutário.
Em Brasília não existem apenas os candangos arruaceiros que dão trabalho para a polícia goiana, aqui tem um mundo e é isso que me fascina. Vários são os sotaques e fisionomias que encontramos na rua, o Brasil inteiro está aqui, por isso não é a cidade do “pão-de-queijo” ou da “garoa”, é simplesmente Brasília. Uma miscelânea eclética, o que me permite viver bem dentro desse enorme caldeirão cultural, já que não sou estrangeira em terra de alguém, sou apenas mais uma forasteira em terra de todo-mundo e de ninguém.
Há pouco mais de três meses que estou aqui, e a maioria das pessoas com quem pude me relacionar vem de diferentes regiões e cidades, parece que estou naquela região turística, por isso o próprio sotaque do brasiliense é essa grande mistura fonética, predominantemente nordestina, oxi, uma graça!
Essa é a graça que enche meus dias nessas ruas largas e tumultuadas por carros apressados e mal educados, que se camuflam nos controladores de velocidade espalhados e nas inúmeras faixas de pedestres a cada 1oom, uma loucura. E o que dizer dos viadutos e “tesourinhas” que fazem todo condutor desavisado se perder. Eu mesma já me perdi inúmeras vezes, mas também é fácil se encontrar, ainda bem.
Apesar dos problemas de âmbito pessoal e estrutural, o caldeirão cultural borbulha. Teatros, shows, culinária, exposições variadas somadas aos diversos locais abertos ao público acontecem todas as semanas, sempre existirá uma opção para o ócio criativo no final de semana.
Dizem ainda, que o céu de Brasília é o mais bonito, acho que sim e talvez isso se deva ao fato da cidade se localizar em elevada altitude e em terreno tão plano, um privilégio.
Brasília é assim mesmo, cheia de prós e contras, do tipo que não cabe um “mais ou menos”, e quanto a mim....bem, estamos nos conhecendo.
Domingo, Junho 21, 2009

É quando decidimos dividir nosso mundo com alguém, quando partilhamos da maior intimidade que possuímos, que ultrapassa as quatro paredes que nos aquece, que transcende o físico que nos sela, que se ampara na abertura escancarada da alma, na nudez absoluta de quem realmente somos.
É quando o amor-diário ensina a fidelidade e lealdade que vai além das razões humanas.
É quando a decisão mais importante de nossas vidas tomada sincera e seriamente torna duas vidas e dois corações amalgamados, sem que exista a opção de um “e se não der certo”, ou um “adeus”, simplesmente porque é o abrigo de um amor eterno, que une e preenche, torna uno e plural ao mesmo tempo, uma aliança celestial.
É este amor e essa fidelidade que eu dedico a você meu amado marido, é isto que eu prometi aquele dia no altar.
Com amor eterno, sempre sua,
Thaíse.
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
Caos
Sempre espere respostas diversas àquelas esperadas.
Nunca, sempre...extremos, humanamente possíveis e previsíveis, mas absolutamente imprecisos e inúmeras vezes indesejáveis.
É verdade que nunca esperamos algo diverso ao qual estamos habituados, ou daquilo que esperamos ou projetamos em nossas relações interpessoais, mas a verdade é que as pessoas sempre nos desapontarão, sempre seremos decepcionados e decepcionaremos...porque simplesmente somos humanos demais para acertar sempre, ou para nunca errar.
A grande questão é saber enfrentar. Passar pelo caos que a verdade escancarada carrega junto consigo. A bagunça que uma omissão descoberta gera dentro de nós, dos nossos conceitos, do nosso "perfeito", do turbilhão que invade nosso mundo e tira os pés do chão, do vão que fica, arrasta, arrasa.
A verdade é sim libertadora, mas nem sempre bonita ou encantadora, pode ser simplesmente sinônimo de caos, onde o caminho para a liberdade de espírito e da alma cabe somente a nós.
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
Meu novo dia :)
Janeiro é um ótimo mês para comemorar um aniversário, seja porque é o primeiro de um sempre-novo-ano, ou porque não tenho outro para saber, mas a-d-o-r-o meu janeiro, meu começo de ano, minhas mudanças de estações.
Tudo lá fora pode estar sombrio, escuro, cheio de densas névoas...sem brilho, mas aqui dentro tudo brilha com o raiar do meu novo dia!
Achei que com o passar dos muitos anos o meu dia deixaria de carregar tanta magia, mas ao contrário, à medida que o tempo passa mais feliz me sinto comigo mesma, mais à vontade com quem eu sou ou quem vou me tornando, mais tranquila e confortável neste corpo que habito, mais serena com a vida que tece meus caminhos.
É por isso que brindo sorridentemente meus 24 anos!
Ainda sentada na cama, 29, Janeiro, 2009.
Thaíse.
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
O Anjo Imaginário
Que a distância vencida cuidou de estreitar
Outrora no vento, entretecida no tempo
Perdida nos ares, mas que o coração não deixou de guardar

Oportunidades perdidas da doce cantiga que parou de cantar
Mesmo calada, suas notas não deixou de velar
Esteve aquecida nos arredores do pensamento
Ainda que um só doce breve momento
Depois que novamente se aproximou
O quebra-cabeça alinhou
Era o tal anjo imaginário que sentenciou:
Relações mudam, sentimentos se transformam
E de tudo, o que fica é um Amigo de verdade
Que não se perde, permanece.
Aos meus queridos amigos que a distância leva, mas que a vida sempre traz de volta!
Terça-feira, Novembro 25, 2008
"Quando a luz dos olhos meus.."
É só uma alegria que invade...aquela alegria de quando olhamos em volta e nos damos conta de quem temos ao nosso redor, de quanto coisa boa e linda vivemos e estão a nossa frente para serem vividas amanhã...eu só preciso de um céu azul anil e um balão grande...
Let's be happy!
Sábado, Setembro 20, 2008
Deixando o vento entrar..
Hesitada, preponderei: "gosto da vida no seu lugar".
Algum tempo depois decidi..passos firmes e coração na boca, descranquei a janela, mais uns segundos e pronto...escancaradamente aberta para os bons ventos entrarem.
E eis que vieram...tiraram tudo do lugar, os meus pés inclusive...Agora eu só quero voar!
Quinta-feira, Março 27, 2008
Sentimentalidades
Sou sentimentos e vivo cada um deles em tudo que faço.
Quando fico triste, eu realmente me entristeço. Sinto densas nuvens sobre a minha cabeça, sinto o chão se abrindo debaixo dos meus pés e me sugando para baixo, tudo realmente escurece, choro lágrimas doloridas, e quando dói, dói muito. Profundamente, latejante, e parece que nunca a tristeza vai passar.
Mas, passa...o dia amanhece e lá estou eu sentindo outras coisas, dando outros passos, e quando caminho, sinto até aquelas pedrinhas minúsculas que existem no chão.
Gosto de parar pra apreciar a paisagem, seja ela de concreto ou de ferro, de mato ou de barro..não importa, gosto de sentir o lugar pelo qual estou passando, e de sentir que ele está passando por mim.
Olho intensamente para tudo à minha volta e sinto tudo sendo impresso, marcado com brasa quente. Talvez seja essa a razão de fechar os olhos, lembrar de um lugar ou de um tempo que ficou pra trás, e conseguir sentir o que foi sentido, o que foi cheirado, ouvir o que foi dito como se tudo permanecesse vivo e latente, pulsando quente ainda dentro de mim.
Quando me alegro é intenso. Fico boba, rindo à toa, por nada, de tudo, do mundo! Canto como quem canta, danço como quem dança, e riu em alto e bom som, sem pensar em quem está me observando do outro lado da esquina.
Melhor ainda é andar sorrindo sem que nada de bom tenha acontecido, apenas a doce alegria por estar vivo.
Amo estar apaixonada, mais ainda me apaixonar pelas mesmas coisas, pelas mesmas pessoas porque assim elas não envelhecem, permanecem brilhando, deixam um constante arrepio por dentro do estômago que não me enjoa. E quando estou apaixonada, fica bem estampado na testa..nada aborrece, tudo são flores, e vermelhas diga-se de passagem.
Mas, melhor do que estar apaixonada é amar com paixão. Um amor consciente e sem razão aparente. Que sabe e que deixa de saber no mesmo instante, mas que permanece constante...sentindo assim dá vontade de abraçar o mundo inteiro, e por que não?!
Tenho uma vontade no peito maior do que a minha própria capacidade, e por isso estou sempre iniciando um projeto novo. Seja um desenho, uma carta, uma caixa, um curso, um discurso, uma peça, um grupo..de dança, de arte, de prece...gosto de me sentir parte, de fazer ser parte, de ter a agenda cheia, de desmarcar tudo e ficar de bobeira...assim, bem extrema eu sou.
Mas, eu também me enfureço. Ahhhhh, quando bate aquela raiva revoltante eu falo sozinha, brigo com alguém imaginário e sempre ganho!(hehe), faço cara feia, levanto um bico e fico de mal de meio mundo para logo depois ficar de bem, mas odeio palavrão, é uma falta de respeito e meio que sem perdão (ta, tem perdão sim, mas pra mim algo se quebra), por isso eu só deixo as palavras alçarem voz quando é alguém que realmente ouve, fala e esquece na mesma hora, e eu só conheço 5 pessoas que se encaixam nesse grupo...adivinhem só: pais, irmãos e uma prima! Que coisa...quem menos merece...mas, é tão meu coração que falo, ouço, desfalo e tudo permanece igual..é assim mesmo, sem explicação.
Adoro fazer dengo, cara manhosa e ficar preguiçosa, só pra ter alguém bajulando, e aí me sinto como uma criança desprotegida, arraigada num par de braços que aquece..é tão gostoso sentir necessidade de alguém.. mas, peralá, eu também sei me fazer independente, me sinto gente grande e dona do nariz sempre que precisa e é necessário aqui dentro, e sinto com força, até chego mesmo a acreditar que se fosse preciso poderia viver ali do outro lado do mundo sem ninguém que eu conheça por perto...a gente se vira nos trinta, eu viro, você também, eu aposto.
Eu também sinto uns sentimentos ruins, que me esforço pra se esvaírem bem logo de dentro de mim...tem hora que é bem fácil, basta ouvir uma música, ver alguém, escrever, conversar...noutras é mais complicado e é preciso mais de mim mesma e mais de Deus em mim, porque vocês sabem, sou uma homo sapiens, e é complicado.
Eu sinto saudades, muitas saudades, dói, me faz chorar, rir, ouvir vozes, ver rostinhos e sentir cheirinhos que já não estão mais aqui como antes. Tenho tantas lembranças quanto cabem em meu coração, e como ele é muito maior do que aparenta, existem muitas coisas guardadas. E quando toca aquela trilha sonora no rádio, em casa, no carro, tudo de antes vem para o presente...é aquela boa nostalgia que me faz lembrar o quanto a vida foi boa, o quanto os anos que se foram serão sempre ma-ra-vi-lho-sos!
Também sonho muito. Dormindo ou acordada, não importa...estou sempre sonhando, imaginando algo, tendo esperanças com o amanhã, com as pessoas, com a vida...e são sonhos tão intensos que desencadeiam uma série de reações e sentimentalidades...as minhas sentimentalidades.
Sou alimentada por palavras. Escritas, fonadas, faladas, soltas, cantadas, poetizadas..elas não vão com o vento, entram pelas janelas e ficam do lado de dentro. Mudam meu mundo, meu olhar, meu pensar..
É assim..tudo que sente, que passa pela mente...por isso escrevo das minhas sentimentalidades.
Terça-feira, Março 25, 2008

Não existe peso de nada, assim como não há prego que se detenha, ou finca que se assente.
Só fluídos, vozes soltas, emaranhados de pensamentos, palavras despregadas, frases sem nexo..
Fecho a porta e me detenho nesse imenso e vasto vão que caminha meio sem chão, sem direção certa, passos desconectos, incertos...
E eis que surge um som diferente, lá fora...um sussuro que veio com o vento..os bons ventos do sul, do norte, do leste e do oeste..ventos que trazem um novo ar, a esperança..
Abro a janela e um raio do imponente sol perspassa todas as frestas encobertas, a penumbra aos poucos dá lugar a uma luz brilhante, é a vida que novamente invade a casa...
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Meus cinco anos...
No entanto, era nos intervalos, nas tardes de caloura, nos finais de semana e mesmo no meio de uma aula cansativa que eu e as amigas lindas, Tha e Vivi, que ganhei logo nos primeiros dias, discutíamos nossos dramas psicológicos. Era a faculdade pública que tinha ficado pra trás, a cidade que não se conheceria mais, o curso tão iludidamente desejado que não preencheria mais. Então o que fazer?!
Estudar desesperadamente para outro vestibular não era a idéia mais tentadora, preferimos prosseguir. Juntas, pensamos, seria mais fácil, ao menos mais divertido os próximos cinco anos.
Entretanto, já logo nos primeiros meses foram inúmeras mudanças. Colegas deixando a classe para trás e prosseguindo em busca de outros cursos, outros rumos. Nós permanecemos. Firmes nem tanto, mas unidas, compartilhando os temores, os segredos, as fossas, as alegrias, as vitórias, as provas, os conhecimentos. Algo valeria a pena.
Eu, na minha ânsia de querer mais, acabei fazendo outro vestibular. Estudava no amanhecer do dia, e no cansaço da noite ia para um cursinho relembrar as matérias para o vestibular. Várias foram as aulas que dediquei aos livros de literatura, e minhas fiéis escudeiras me ajudaram a não me perder em tantas matérias. O surpreendente foi ter feito a inscrição para o mesmo curso que eu desejava abandonar...vai ver já estava apaixonada sem sabê-lo. A Federal mais uma vez abriu a portas e alimentou a esperança com a 1° fase, mas me bateu a porta na cara com a 2°.
Decidi esquecer tudo isso e terminar o que tinha começado...ali mesmo, na faculdade particular que nunca pensei em estudar. Odontologia que já não me causava devaneios foi ficando de lado.
Veio então aquela viagem de férias que me fez esquecer completamente da matrícula, me obrigando a mudar o turno. Pessoas completamente diferentes! Até o mesmo ambiente tinha uma outra conotação, era outro mundo. Mas, foi assim que me encontrei com o Direito e ele comigo. Como se tivesse acabado de descobrir a “roda”, fiquei maravilhada! Dediquei horas em um grupo de pesquisa cientifica, projetos...aulas e matérias que me trouxeram outros, diferentes e maravilhosos sonhos. Outra vida. Desconhecida.
Nesse momento de encantamento e descobertas foi quando também fui agraciada por Deus para conhecer o amor da minha vida. Um presente sem precedentes!
As mudanças não pararam por aí...uma das minhas lindas amigas decidiu uma mudança de 360° e foi fazer Engenharia (que loucura!). Ficamos as duas Thas. Ganhamos uma irmãzinha Chialchia pra dividir a estrada e continuamos a caminhada.
Uma fascinante aula, um bom professor, uma estreita porta, um estágio. Um sonho alimentado....um trabalho na área que me mostrou a dantesca diferença entre a teoria e a prática. Entre os livros e a realidade. Uma bela experiência...que foi ainda mais interessante e divertida por poder dividir a sala, os processos e o computador com minha amiga desde antes de tudo aquilo ser.
Mas, eram já tantas mudanças que não ficaram só por aí...fui trabalhar em outro lugar, o estágio ficou pra trás, deixando marcas e saudade. As irmãzinhas também ficaram pra trás, naquela que foi a mais brusca mudança de realidade.
E entre dúvidas, incertezas entre o que fazer, o que valorizar, e no que se apegar, tive mãos e ombros pra me sustentar, os amigos de verdade com quem pude contar naquele momento...
Os grupos de trabalho mudaram, as companheiras diárias também, assim como os horários, os donos dos cadernos emprestados e seus destinatários de empréstimos. Uma beleza só! Uma diversidade de dar gosto.
O contato diminuiu drasticamente, assim como o meu tão precioso tempo, mas isso não impede uma amizade de crescer e se fortalecer, e a distância é a que tão bem é capaz de provar e comprovar os laços que nos ligam uns aos outros.
Foram grandes mudanças, mas que me trouxeram grandes surpresas, muita gente boa pra mais perto de mim, gente nova, amigos que se fizeram conhecidos. Mais riqueza. Uma boa soma, que nem por isso impediu as perdas e subtrações que existiram no começo de tudo isso...o que serviu para crescimento e aprendizado...experiência! Transformações boas.
Hoje, na reta final de mais uma etapa dessa boa dádiva que é a vida, olho para trás e me surpreendo com tantas coisas maravilhosas, tantas mudanças intensamente vividas, sofridas, aprendidas, alegremente inseridas nessa minha trilha. É bom parar pra recordar como vim parar aqui, de onde venho e para onde quero ir...é isso que me faz permanecer. Continuar caminhando mesmo quando o cansaço e a fraqueza se fazem tão presentes..caminhando lado a lado.
Nesse findar de curso, vejo tantos colegas sem rumo...sem saber o que fazer, pra onde ir, o que esperar de si e da vida que modela com outra face. Pessoas que não se alegram com a vitória de terminar uma etapa, mas que se entristecem e se apavoram com uma realidade que começa sem ter definição ainda.
Pensar assim é realmente apavorante. Assim como é o terrorismo que criam em torno da monografia. A pressão é tão grande que o que deveria ser um momento bom para reflexão de um tema que te envolva e te faça aprender e desenvolver, acaba te sugando por completo, esgotando todas suas forças.
Não imaginei que fosse viver algo assim...comecei o ano tão bem, tão empolgada, tão feliz por estar cumprindo mais essa etapa, por estar subindo mais esse degrau. Mas, assim que terminei de escrever, me senti exaurida. Consumida por completo. Uma sensação estranha que só! E talvez pela debilidade do momento, também fui acometida por uma crise-existencial-socrática-pós-moderna-universitária. Algo semelhante ao que já vinha acontecendo em efeito cascata do meu lado, atingindo meus colegas. Atingiu a mim também. Ferida, caída, sem convicção do que fazer, de que carreira seguir, no que realmente investir...foi assim que me senti. Em um labirinto dentro da alma. Dúvidas entre o que fazer, o que ser, e o que buscar para ter o quê.
Estou buscando forças e direção em Deus. Mais uma vez o Aquele que É, me levanta em amor e me incita em buscar nEle o caminho e a direção.
A vida nos dá escolhas, oportunidades, mas somos nós que temos vontades..e elas estão recheadas de temores e incertezas.....Entre o emprego estável e uma vida de mochilas, entre o comodismo e a aventura...é difícil escolher. Decidir entre o que vale a pena viver.
O que eu sei hoje é que esses cinco anos valeram muito a pena. Chego até aqui com a alma leve, com o sentimento de não apenas dever cumprido, mas realização. Uma não-vontade que se transformou numa boa realidade, um bom sonho.
Ainda não sei o que essa vida me reserva nos próximos 5 anos...o que serei, no que me transformarei, aonde estarei, trabalhando com que, ou em que lugar...não que isso me transforme em uma folha seca levada pelo vento, mas me faz crer que por mais que eu tenha uma direção por vontade própria a seguir ou ela esteja sem forma definida pelas sombras dos temores, a vida é inesperada em cada esquina, e sei que impensadas e inúmeras possibilidades podem surgir! O importante é prosseguir e nunca, nunca desistir.
Que venham os próximos anos, e novos desafios.
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Em um dia de brado
Eu nasci no cerrado

Em uma terra de mato
Mesmo quando cortada por trilhas e asfalto
Muita lavoura e gado
No meio do povo bonito que fala arrastado
Cresceu a menina de jeito meigo e sotaque carregado
O cordão umbilical está cá, na capital do Estado
Mas a cidade de flores tão grande e encantada
Tão bonita e tão amada,
Já não aparenta mais tão ilimitada
Seus limites ficaram aquém da estrada
Quero agora ter a cidade eleita
Que seja perdida ou perfeita
Domingo, Agosto 12, 2007
Beleza Rara

Uma roupa legal, sapatinho de cristal,
Um vocabulário requintado, o esmalte pintado
Corpo malhado, barriguinha sarada
Um espelho na sala e uma imagem: beleza cara
Os traços, as palavras doces, o nobre coração
Tudo isso já não conta mais
O que basta é ter uma boa imagem
Ainda que seja bem caro sua conservação
Ainda que o abraço fique adiado para não estragar o penteado
Ainda que a chuva não seja sentida para não molhar a roupa preferida
Ainda que o amor não seja demonstrado para não deixar o borrado
Ainda que o amor próprio, aquele que fez Narciso se afogar, fira o meu ente mais próximo
Mas o bom da vida é deixar o vento te despentear
A criança com o doce e o melado te sujar

Deixar o abraço gostoso te apertar e amarrotar
Ser acarinhado pelo gotejar da chuva
E se para isso for preciso sair de casa com aquele vestido de chita,
Com aquele chinelinho de dedo, que assim seja
O que não pode é economizar tempo, sorrisos, abraços
Conversas, lágrimas, poemas, declarações...
Não se pode economizar a vida
Viver a vida assim e desfrutar com equilíbrio e sabedoria é a maior beleza – Beleza rara
Domingo, Junho 17, 2007
Dois meses...
Parece tudo tão abandonado, tão sem palavras, sem vida....
Aconteceram tantas coisas! Tantas boas dádivas e algumas linhas tristes também...
Tantas comemorações..aniversário do jardineiro-regador-da-minha'lma, do dia do grande encontro, do blog! Uma das pessoas mais importantes da minha vida ganhou um lindo ano de vida e eu ganho junto; o encontro mais lindo de duas vidas; e o bloguinho que fez seu primeiro aniversário...
Apesar de não ter tido tempo para postar, nada disso ficou em branco...papel e caneta são igualmente fundamentais para quem ama escrever, mesmo que não seja publicado em lugar algum...ficam expressos, marcados, dispostos nas linhas de algum lugar.
Dois meses...parece tão pouco tempo, mas quantas coisas podem acontecer num curto espaço de tempo! E na sua doce vida o que aconteceu?! Conta pra mim vai...
Terça-feira, Abril 17, 2007
sou...
Sou o mar e sua espuma
Sou sempre ternura
Sou o chão, o vão
O ombro e a mão
Sou a matemática
Sou a história, um poço de memória
Sou a razão, a emoção
Sou a paixão e a canção
Um mosaico no coração
Sou o jardim, a flor,
Sou o amor
A cura e a dor
Sou diversa, multiforme
Com perguntas e respostas
Sou a alma despida de mentiras
Sou a sinceridade em busca da Verdade
Sou humana, sou terrena
Uma efêmera em busca da Eternidade
Sou rasa, intensa
Um sopro de existência
Sou criança e experiência
A ânsia pela sapiência!
Sou a escuridão e o farol
O elo e o nó
Sou a conquista e a derrota
A alegria, o poema e a prosa
Sou a lágrima
Sou a angústia e a paz
A dúvida e a certeza
Um labirinto
Trilhando o Caminho
Sou a súplica e a oração
A culpa e o perdão
Sou a calma e a fúria
O calor e a chuva
Sou o verão, o inverno
Sou as quatro estações
Uma miscelânea de sensações
Sou a presença e a ausência
A saudade
Sou o espelho e a imagem
Gente que sente
Gente do pó
A semelhança dAquele que me deu essa pluralidade
O que É e NEle busco ser.
Viva a complexidade!!
Segunda-feira, Abril 16, 2007
A grande poesia da vida
O papel e a caneta na mão...vejo o que não percebo. Sou eu.
Sem preocupações, sem vestes ou segredos.
O papel é o espelho daqui de dentro.
Revelador, questionador...
E o verso de outro mostra o quão próximos somos.
Humanos num mundo de máquinas.
A poesia traz vida, acalenta a alma.
Deus é o maior de todos os Poetas, o maior de todos os Artistas e nEle está a grande beleza da vida.
Na variedade das cores com que pincelou a natureza.
Na grandiosidade de detalhes que teceu a humanidade.
Quando penso em escrever, lembro do Pai de amor que vivendo exalou amor. Não foi no papel, não foi com as tintas, não foi no palco nem no tablado. Foi na vida.
Maior poesia que essa eu não conheço. É isso que eu quero alcançar...
Terça-feira, Março 20, 2007
Um juiz arretado

Quem pede: José de Gregório Pinto
Ementa: UTILIZAÇÃO ADEQUADA DE APARELHO CELULAR. DEFEITO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO FABRICANTE E DO FORNECEDOR.
Sentença:
Vou direto ao assunto. O marceneiro José de Gregório Pinto, certamente pensando em facilitar o contato com sua clientela, rendeu-se à propaganda da Loja Insinuante de Coité e comprou um telefone celular, em 19 de abril de 2005, por suados cento e setenta e quatro reais. Leigo no assunto, é certo que não fez opção por fabricante. Escolheu pelo mais barato ou, quem sabe até, pelo mais bonitinho: o tal Siemens A52. Uma beleza!
Com certeza foi difícil domar os dedos grossos e calejados de marceneiro com a sensibilidade e recursos do seu Siemens A52, mas o certo é que utilizou o aparelhinho até o mês de junho do corrente ano e, possivelmente, contratou muitos serviços. Uma maravilha!
Para sua surpresa, diferente das boas ferramentas que utiliza em seu ofício, em 21 de junho, o aparelho deixou de funcionar. Que tristeza: seu novo instrumento de trabalho só durou dois meses. E olha que foi adquirido legalmente nas Lojas Insinuante e fabricado pela poderosa Siemens….. Não é coisa de segunda-mão, não!
Consertado, dias depois não prestou mais… Não se faz mais conserto como antigamente!
Primeiro tentou fazer um acordo, mas não quiseram os contrários, pedindo que o caso fosse ao Juiz de Direito.
Caixinha de papelão na mão, indicando que se tratava de um telefone celular, entrou seu Gregório na sala de audiência e apresentou o aparelho ao Juiz: novinho, novinho e não funciona. De fato, o Juiz observou o aparelho e viu que não tinha um arranhão.
Seu José Gregório, marceneiro que é, fabrica e conserta de tudo que é móvel. A Starcell, assistência técnica especializada e indicada pela Insinuante, para surpresa sua, respondeu que o caso não era com ela e que se tratava de “placa oxidada na região do teclado, próximo ao conector de carga e microprocessador” . Seu Gregório: o que é isto? Quem garante? O próprio que diz o defeito, diz que não tem conserto….
Para aumentar sua angústia, a Siemens disse que seu caso não tinha solução neste Juizado por motivo da “incompetência material absoluta do Juizado Especial Cível - Necessidade de prova técnica.” Seu Gregório: o que é isto? Ou o telefone funciona ou não funciona! Basta apertar o botão de ligar. Não acendeu, não funciona. Prá que prova técnica melhor?
Disse mais a Siemens: “o vício causado por oxidação decorre do mau uso do produto”. Seu Gregório: ora, o telefone é novinho e foi usado apenas para falar. Para outros usos, tenho outras ferramentas. Como pode um telefone comprado na Insinuante apresentar defeito sem solução depois de dois meses de uso? Certamente não foi usado material de primeira. Um artesão sabe bem disso.
O que também não pode entender um marceneiro é como pode a Siemens contratar um escritório de advocacia de São Paulo, por pouco dinheiro não foi, para dizer ao Juiz do Juizado de Coité, no interior da Bahia, que não vai pagar um telefone que custou cento e setenta e quatro reais? É, quem pode, pode! O advogado gastou dez folhas de papel de boa qualidade para que o Juiz dissesse que o caso não era do Juizado ou que a culpa não era de seu cliente! Botando tudo na conta, com certeza gastou muito mais que cento e setenta e quatro para dizer que não pagava cento e setenta e quatro reais! Que absurdo!
A loja Insinuante, uma das maiores e mais famosas da Bahia, também apresentou escrito de advogado, gastando sete folhas de papel, dizendo que o caso não era com ela por motivo de “legitimatio ad causam”, também por motivo do “vício redibitório e da ultrapassagem do lapso temporal de 30 dias” e que o pobre do seu Gregório não fez prova e então “allegatio et non probatio quasi non allegatio”.
E agora seu Gregório? Doutor Juiz, disse Seu Gregório, a minha prova é o telefone que passo às suas mãos! Comprei, paguei, usei poucos dias, está novinho e não funciona mais! Pode ligar o aparelho que não acende nada! Aliás, Doutor, não quero mais saber de telefone celular, quero apenas meu dinheiro de volta e pronto!
Diz a Lei que no Juizado não precisa advogado para causas como esta. Não entende seu Gregório porque tanta confusão e tanto palavreado difícil por causa de um celular de cento e setenta e quatro reais, se às vezes a própria Insinuante faz propaganda do tipo: “leve dois e pague um!” Não se importou muito seu Gregório com a situação: um marceneiro não dá valor ao que não entende! Se não teve solução na amizade, Justiça é para isso mesmo!
Está certo Seu Gregório: O Juizado Especial Cível serve exatamente para resolver problemas como o seu. Não é o caso de prova técnica: o telefone foi apresentado ainda na caixa, sem um pequeno arranhão e não funciona. Isto é o bastante! Também não pode dizer que Seu Gregório não tomou a providência correta, pois procurou a loja e encaminhou o telefone à assistência técnica. Alegou e provou!
Além de tudo, não fizeram prova de que o telefone funciona ou de que Seu Gregório tivesse usado o aparelho como ferramenta de sua marcenaria. Se é feito para falar, tem que falar! Pois é Seu Gregório, o senhor tem razão e a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, a Loja Insinuante lhe devolver o dinheiro com juros legais e correção monetária, pois não cumpriu com sua obrigação de bom vendedor.
Também, Seu Gregório, para que o Senhor não se desanime com as facilidades dos tempos modernos, continue falando com seus clientes e porque sofreu tantos dissabores com seu celular, a Justiça vai mandar, como de fato está mandando, que a fábrica Siemens lhe entregue, no prazo de 10 dias, outro aparelho igualzinho ao seu. Novo e funcionando! Se não cumprirem com a ordem do Juiz, vão pagar uma multa de cem reais por dia!
Por fim, Seu Gregório, a Justiça vai dizer à assistência técnica, como de fato está dizendo, que seu papel é consertar com competência os aparelhos que apresentarem defeito e que, por enquanto, não lhe deve nada.
À Justiça ninguém vai pagar nada. Sua obrigação é fazer Justiça!
A Secretaria vai mandar uma cópia para todos.
Como não temos Jornal próprio para publicar, mande pelo correio ou por Oficial de Justiça.
Se alguém não ficou satisfeito e quiser recorrer, fique ciente que agora a Justiça vai cobrar.
Depois de tudo cumprido, pode a Secretaria guardar bem guardado o processo!
Por último, Seu Gregório, os Doutores advogados vão dizer que o Juiz decidiu “extra petita”, quer dizer, mais do que o Senhor pediu e também que a decisão não preenche os requisitos legais. Não se incomode. Na verdade, para ser mais justa, deveria também condenar na indenização pelo dano moral, quer dizer, a vergonha que o senhor sentiu, e no lucro cessante, quer dizer, pagar o que o Senhor deixou de ganhar.
No mais, é uma sentença para ser lida e entendida por um marceneiro.
Conceição do Coité, Bahia, 21 de setembro de 2005 Gerivaldo Alves Neiva, Juiz de Direito
Quarta-feira, Março 07, 2007
Um po$t diferente...

Não é uma maravilha?! Posso escrever o que gosto e gostando de escrever como gosto, ainda posso ganhar dinheiro =D
Não...não sou materialista, definitivamente não. Valorizo mais as relações interpessoais e uma vida com Deus, afinal aqui é tudo muito passageiro e sem valor pra eternidade. Mas convenhamos, ele acaba sendo importante para a sobrevivência, e como qualquer outro ser humano só a sobrevivência não nos faz alcançar sonhos, portanto, não é errado querer um pouquinho mais.
Então, quem sabe essa minha pequena janela da alma não seja visitada por mais pássaros e andorinhas que circulam esse mundo internético e me abençoem através de contas polpudas vindas do google?! hehehe...
Acabei visitando um desses bloggeiros profissionais - Blog do Cardoso, como estão sendo chamados, e o cara saiu na tal reportagem que eu li, e apesar do blog dele ser cheio de matérias legais, e embaçar a vista da gente com tannnntos anúncios(deve vir daí a renda do blog), não é assim tão melhor do que o da minha amiga por exemplo.
O que me leva a uma "brilhante" conclusão: Não preciso escrever besteiras, plagiar outras coisas, criticar o governo etc, posso continuar eu mesma e o refletir o que se passa por aqui dentro...o que eu preciso é de mais assiduidade aqui na minha página e de mais visitantes :)
Então, me anuncie hehehe...anunciem ela também :D
Segunda-feira, Março 05, 2007
O jardineiro fiel e sua pequena flor...

Talvez pudesse ser pelas cores vivas, ou pela delicadeza, ou mesmo pela beleza. Mas não. Definitivamente não.
A grandiosidade que ela obteve não foi pela graciosidade que ostenta, mas por tão pequena e maravilhosa atitude.
Suas mãos. Sim, as mãos de um jardineiro fiel, que em meio à escuridão de um jardim ofuscado pela sombra da noite e de alguns espinhos, consegue enxergar uma linda flor.
Um gesto de ternura, de amor.
Sim, o maior amor do mundo em uma pequenina e grandiosa atitude.
A melhor e mais bela flor do mundo não tem laços, tampouco celofane, tem mãos. Mãos de um enamorado atento, que sabe bem como regar o seu jardim secreto.
Amo muito você!
Terça-feira, Fevereiro 06, 2007
Chuva

O céu escurece
O vento se intensifica, o clima esfria...
A poeira forma redemoinhos, as folhas caem sem graça e leveza
Um pingo.
As pálpebras se fecham, a menina dos olhos se entristece
Torrentes de águas descem
Lavam a terra, a alma, limpa os olhos e o céu
Desembaça as vistas e apaga os incêndios
Alimenta o leito dos rios, os animais, o corpo e dá vida à alma sedenta
Rega a semente e a esperança sente
Nos faz homens na terra frutífera e humanos na alma fértil
Logo o sol aponta, reaparece

O brilho aquece, o sorriso enlarguesse
A árvore dá o seu fruto e a alma amanhece com um novo rumo
Chuva é vida. É lágrima aquecida.
É um pouco de nós e da nossa loucura
Que ora destrói e ora constrói
É lembrança dos céus e do Pai
De que a mesma água que machuca; é a que purifica. Traz vida.
Seja bem vinda chuva
Venha impetuosa
Venha como o orvalho da manhã
Venha....venha sobre nós.
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Meus Natais...

Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Saia da Rotina! Se liberte!

Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Justiça

Sentença judicial em verso proferida em Varginha/MG, em 16 de novembro de 1987 por RONALDO TOVANI 1º Juiz de Direito Auxiliar, publicado no Jornal "Gazeta do Sul de Minas":
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Conversar é sempre bom....

Conversar é sempre muito bom. Compartilhar a vida, fatos, acontecimentos, histórias, risadas, sonhos, medos, tristezas, alvos, a caminhada.
Mas, muitas vezes ficamos calados e nos deixamos aprisionar pelas frases que não são ditas, pelas palavras que ficam na garganta apreendidas.
Talvez pelo medo de não ser compreendido, ou a vergonha de se mostrar sem capas, sem máscaras, de dizer o que se sente lá dentro, onde ninguém vê, e você pensa e sente livremente.
E aí, as palavras soltas vão se acumulando, vai se tornando um fardo ficar com tudo entalado. Vai ficando difícil sentir tudo sozinho, pensar sem ter ninguém pra acrescentar ou questionar.
Então por que demoramos tanto pra dizer que amamos alguém, demoramos pra dizer que aquela atitude não foi legal, demoramos pra dizer que precisamos de alguém, demoramos pra reconhecer nosso erro e pedir perdão, demoramos pra dizer que o que pensávamos sobre alguém estava errado, demoramos pra sermos livres...
A clausura não tem paisagem, não tem ar fresco..só tem ar quente, abafado e medo..medo de ir pra fora, de abrir os olhos e soltar a voz. Dizer quem você é, o que você sente, o que você pensa.
Mas, às vezes, a prisão foi tão torturante que quando se solta a voz o verbo é tão rasgado e enraivecido que não produz os efeitos que poderia produzir...fere quem escuta.
Então vamos conversar, vamos dialogar sempre, vamos abrir o coração mesmo quando a primeira impressão é de deixar pra lá, quando a primeira reação é dizer esquece. Vamos esquecer essas expressões, vamos abrir a boca, a mente e o coração...mas, quando alguém for conversar que os ouvidos estejam mais atentos..que os dois funcionem para reter e absorver o que é bom.
Que possamos dialogar com quem nunca antes conversamos também...às vezes a primeira impressão é quebrada pelo primeiro verbo que falamos e ouvimos.
Diálogos verdadeiros são libertadores, nos faz enxergar com os olhos dos outros, nos faz pensar e sentir com a mente e o coração do outro, nos faz ir além dos limites que nós mesmos nos impomos, com pensamentos que muitas vezes nem são reais e apenas nos corrói sem dó nem pena.
Que as vozes sejam como poesias cantadas...e as músicas como o canto dos pássaros, e a vida mais florida.
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Sem palavras
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Vôo..

O céu sempre foi um lugar tão lindo de se olhar
Um alvo tão nobre de se alcançar
Sempre com tantos pássaros a voar
Tantos corações apaixonados a planar
Quantas crianças não quiseram ter asas para em alguma nuvem se abrigar?!
Ou quantos não olhando para lá viram um algodão doce no ar?!
No passado foi a torre Babel, no presente os sonhos saíram do papel
Santos Dumond fez o sonho ser possível
E os seus discípulos posteriores o tornaram acessível
Mas, também foi aqui em baixo que vi sonhos despencando
Prédios sendo atingidos
Cidades destruídas
Uma possibilidade se tornar arma de destruição
E mesmo sendo apenas um transporte
Vi uma colisão
Vi famílias repartidas, sonhos enterrados
Lágrimas derramadas, dores apertadas
Me compadeci
E vi mais uma vez a falibilidade do homem...
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
Crescimento...
Um aninho. Um aninho se passou desde o dia em que tudo mudou.
O ambiente da faculdade, os amigos na hora de fazer um trabalho em grupo, de fazer uma pesquisa, de ligar avisando que o sono tava maior que a vontade de assistir aula, de emprestar e pedir emprestado um caderno, um livro, um ombro.
De sair no meio da tarde para fazer um lanche, uma visita, estar na pré-estréia de um bom filme. Ou simplesmente ter um bom e saudável sono (se bem que este pequeno detalhe já completou outros aniversários de “extinção” na minha vida).
De repente, inesperadamente, tudo mudou!
Já ouviu aquele ditado que diz “cuidado com o que você deseja, pode se tornar realidade”..foi mais ou menos assim que tudo aconteceu.
De um dia para o outro eu vi minha realidade mudar de cenário, de figurantes, de protagonistas.
Outros amigos, outros professores, outro chefe, outros grupos, outra realidade, outras cabeças, outras sentenças, outras pessoas, outros ambientes, outras responsabilidades, outros horários. A mais.
Foi complicado assimilar tudo assim tão rápido.
Foi complicado sair da minha zona de conforto, do lugar e da vida que há tanto já havia me acostumado.
Mas, é assim...o crescimento é assim! O ganhar é assim... Uma conquista é assim.
Primeiro sonhamos, almejamos e quando enfim conquistamos, temos que abrir mão do que antes era o nosso mundinho, o nosso tão precioso chão.
E aí, meus queridos, não é nada fácil. Pelo menos para mim não foi. Se para você é sempre fácil sair de onde está e ir para um outro lugar, me desculpe, mas tenho muito a aprender com você!
Eu encaro tudo na vida como grandes oportunidades, como etapas, como aprendizados, uma caminhada que ora é larga, ora é estreita, ora está extremamente iluminada, ora está escura e apenas as estrelas no céu apontam o caminho...mas, isso tudo é que embeleza a vida! E a faz ser melhor ainda quando temos alguém em quem apoiar, mãos nas quais se amparar, um Deus em quem confiar.
Não foi fácil..dias tumultuados, noites em claro, olhos cheios de lágrimas, sorrisos distantes...
Mas, graças a algumas pessoinhas mui amadas eu perseverei...não desisti. E cá estou eu para contar que valeu a pena!!!
E como valeu!
Hoje o meu mundo é maior, mais diversificado, está enriquecido com tudo o que foi acrescentado, e o que outrora aparentava retirado permanece aqui também e muito mais valorizado.
Só o tempo que anda do mesmo jeito: correndo de mim.
To feliz com o que aconteceu, principalmente com as mudanças aqui dentro de mim.
A vontade de alcançar o que realmente quero é ainda maior, e me fez ser ainda mais persistente!
Obrigada a *todos que me escutaram, que me aconselharam, que me ajudaram a não desistir.
* Não preciso citar nomes...vocês sabem quem são!
Terça-feira, Setembro 12, 2006
Dialogando...
Tudo começou com a realização de um mero favor, mas que acabou rendendo um dialogozinho libertador.
Claro que não alcançamos Drumond ou Pessoa, mas ficou tão fofo que vou eternizar...e quem sabe assim, ele não apareça e nos presenteia com uma de suas poesias, que pela delonga e o tempo de ausência já deve ter uma pronta.
A veia poética do meu cunhadinho:
Renan: O GRANDE TRABALHO
Não precisa ficar sem graça
É um prazer lhe servir
Mesmo tendo sido de graça
Vai ter sua chance de retribuir
17:1031/07/2006
Thaíse: O GRANDE CHARME
Já me surpreendi
Primeiro com a CF atualizada
Depois com o que descobri
Você com esse ar de mistério
Esconde um charmoso colibri
É um poeta..fala sério!
16:3701/08/2006
Renan: MUDANÇA RADICAL
Não entendo de colibri
Mas agora eu entendi
Quanto à nova carreira
Vou me dedicar a escrever
Sem falar alguma asneira
16:0408/08/2006
Thaíse: A GRANDE REVELAÇÃO
Não precisa saber de colibri
Quando tudo que há dentro de você está prestes a surgir
Dedicar-se às palavras é a mais bela de todas as artes
É trazer à tona um sentimento, um lugar, uma ou algumas partes
Se de alguma forma para essa nova carreira eu contribuí
Fico honrada de vê-lo empenhado em prosseguir!
19:0110/08/2006
Renan: O PARADEIRO
Já que acha que estou sumido
Saiba que estou escrevendo
Quando a cadeira da ABL tiver assumido
Notícias pela TV estará tendo
16:4518/08/2006
Thaíse: EIS A SURPRESA
Suas harmônicas palavras estão sendo aqui registradas
Espero que seja o começo de uma bela caminhada
E que entre autores, contistas, rimadores e toda gama de escritores
Você seja algum que demonstre consciência
Talvez não tenha o tino comercial para a venda literária
Mas que não deixe de expressar e revelar os segredos dessa existência
Que suas palavras tenham o toque magistral de atingir o coração de quem lê
Porque aí sim, meu caro, terás alcançado o que todos tentam entender: o pulsar desse coração que quer apenas viver.
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Pausa para pensar em reeleição.

Com a grande possibilidade do atual presidente vir a permanecer por mais quatro anos no poder, é importante que ao menos você que vem aqui ler, tenha consciência de que alguém com essas características não poderia ser o presidente de uma Nação. Ser o nosso representante aqui dentro e lá fora. É vergonhoso.
Não faço críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não por ser ele, mas pelo cargo que ocupa, pois querendo ou não tem uma posição de autoridade que deve ser respeitada, mas como se candidatou novamente, venho aqui combater a sua reeleição, juntando o meu grito de indignação com o de milhares “revoltados” com o jogo sujo no qual o homem-ideológico-da-esquerda se envolveu.
Diamantina, interior de Minas, 1914. O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapato. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.
Não vou entrar no mérito da questão, discutir quem foi, ou o lado negro do seu caráter, o que vale a pena ser lembrado e sempre será é o seu legado de uma pessoa determinada a melhorar de vida, que mesmo não tendo condições almejou ser alguém.
Brasília, 2003. Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.
Isso é horrível! Como que podemos aceitar um presidente assumir tal cargo, tal relevância sem se empenhar em melhorar como profissional?! Sem achar que os estudos podem acrescentar na sua vida, seja ela pessoal ou pública?! Nenhum concurso hoje pode ser feito sem no mínimo o ensino fundamental concluído...mas, esse é para quem se contenta em ganhar R$ 600,00 (por mês!). E para o maior cargo de uma Nação, não se exige nada além de idade...deve ser por isso que acha que no vigor dos seus cinqüenta e reticências pode exibir o diploma da vida...Diploma da vida?! Faça-me o favor..muitos jovens de pouca idade têm um diploma de vida muito maior do que o dele, mas que mesmo assim se empenham em melhorar, não só de vida, mas de consciência, aquela adquirida só com a leitura, com a cultura. Hoje, para se ganhar 1.000 reais nesse país, o mais simples dos concursos exige noções das mais diversas áreas. E se você quiser ser alguém reconhecido em sua área, então aí é que você tem que estudar mesmo. Inglês?! É apenas uma das línguas que exigem de nós.
Fazer uma faculdade hoje é gastar no mínimo duas vezes o valor do salário mínimo, ou gastar isso em cursinhos para se entrar numa faculdade pública e se contentar com greves e estruturas arcaicas. Ta explicado porque a educação no Brasil não tem investimento. Afinal, só investimos naquilo que valorizamos.
Londres, 1940. Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.
Acrescento ainda, que o rei George VI não saiu do país, porque dizia que não poderia abandonar o seu povo em meio a guerra, e a Rainha por sua vez, não poderia abandonar o Rei (lindo isso, não?!).
Brasília, 2005. A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue. Explica, candidamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos".
Claro, ela sabe que no Brasil não poderá encontrar a mesma qualidade no Ensino porque não há investimento. Nem estrutural, nem na formação dos professores. Você não fica enojado com o grande valor que os nossos representantes têm com esse país que tanto amamos e esperamos por melhorias?!
Washington, 1974. A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005. Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi "traído", mas não conta por quem.
Mesmo assim, milhares de pessoas espalhadas por esse Brasil, principalmente no Nordeste e interior a fora, apresenta o Lula como o candidato que se importou com os pobres, que pôs comida em suas mesas...não os culpo, afinal, como é que podem questionar algo, ou alguém com o estômago vazio?!
Londres, 2001. O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
Brasília, 2005. O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 15 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa "sujeira". Qual sujeira?
Tal pai, tal filho.
Nova Délhi, 2003. O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB 195, da Embraer, por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003. Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.
Não, nossa tecnologia não é suficientemente boa para acomodar o presidente do Brasil. E o que são US$ 57 milhões de dólares para uma Nação recheada de analfabetos, analfabetos funcionais, milhares de pessoas abaixo da linha de pobreza?! Milhares de desempregados?! Não é nada, não é mesmo?!
Isso, sem mencionar o aumento (depois de mais de oito anos sem reajuste) super-hiper considerável de 13% dos servidores públicos, que retirando as garantias que já possuíam, não mudou nada mais, nada menos que 1%...aplausos pra ele.
Que Deus tenha misericórdia desse nosso país, e nos dê um governante de caráter ilibado, de coração incorruptível, de temor e tremor diante de Deus. E se esse alguém ainda não existe que Deus o crie.
Sexta-feira, Agosto 25, 2006
Sacrifício?! O meu nem tanto...Já o Dele..o Maior!

Tive que sacrifica-las.
Ou eram elas, ou era ele.
Não deu.
Eu tentei. Tentei muito. Achava que conseguiria desenvolver uma técnica nova...se conseguisse acho que todas as mulheres me agradeceriam..Mas, não foi dessa vez.
Imagina você ter que sacrificar suas longas e adoráveis madeixas em função de um personagem super importante?! Não é fácil.
Mas, muitas vezes é preciso...Abrir mão de algo para viver outra coisa.
Tive que cortar minhas lindas unhas pra aprender tocar violão direito. Foi tão triste me desfazer delas. Parece que nem sou eu...estranha, muito estranha essa sensação.
Sei que esse meu sentimento, em relação a sacrifícios tão maiores, tão mais profundos, tão grandiosos, se torna tão ínfimo, tão pequeno, tão nada.
Mas, é aí que eu me surpreendo com o amor de Deus. Ele sendo tão grande, tão superior, tão majestoso, tão Ele, tão completo, tão, tão, que me faltam palavras...e ainda assim olha pra mim, que perto dele sou tão pequena, tão pó, tão nada. Tão cheia de falhas e defeitos, e ainda assim se importa comigo. Se importa tanto que até minha unha (que eu tanto amo) também faz diferença pra Ele...até a sua unhinha do dedo mindinho do pé.
Dá pra entender um amor assim?! Capaz de abrir mão da sua glória, da sua majestade, pra um dia se fazer homem e morrer...sacrificar o seu corpo, sofrer a pior dor e a pior humilhação por pessoas que nem se lembram dEle?! Que pecam e nem ao menos se sentem compungidas...é amor demais! Que num mundo tão corrompido, tão individualista, tão “capetalista” (eu ouvi essa expressão de um pastor e gostei..rs), que olha o que você tem e não o que você é, é realmente difícil imaginar e entender que ALGUÉM nos ame assim, ainda mais se esse alguém nada mais é do que o próprio Deus.
Ao mesmo tempo isso me faz sentir assim tão importante, tão amada, tão filha.
É..não sei porque uma situação tão simples assim me fez pensar tudo isso...é essa complexidade da vida que enriquece.
Gerson Borges
Só de estar em tua companhia
Meu coração já começou mudar
Passei a ver aquilo que não via
Tua presença vai me transformar
E quando eu te buscar
Eu vou me desligar
Desta Cidade Morta,
Desta Humanidade Torta
Quero ser alguém que ora
Que na vida te adora
Tua presença vai me transformar
E quando eu meditar
Na tua perfeição
Ver tua beleza,
Toda esta grandeza...
Quero ser alguém profundo,
Que não ame este mundo
Quarta-feira, Agosto 16, 2006
Sunny day
Domingo, Agosto 13, 2006
Meu pai, meu herói

Em uma data especial da minha vida você disse cantando o que as suas atitudes já haviam me demonstrado ao longo dos anos. Palavras sonorizadas me fizeram chorar porque não era mais uma música cantada, era a realidade da minha vida, da sua vida, da nossa vida demonstrada.
Por isso quando ouço essa música me esqueço de que é sertaneja, só lembro da poesia que chega aos meus ouvidos, do seu colo e do seu sorriso.
Filha
Hoje eu parei pra escrever
Alguma coisa assim sobre você
E simplesmente me deixei levar
Pela emoção de poder lhe falar
No dia em que você nasceu
Vinda do amor de sua mãe e eu
Um lindo presente que o Senhor nos deu
A realidade de um sonho meu
E quando você chorou
Deus me ensinou uma nova canção
Seus olhos de um anjo pequeno
Iam se fazendo minha religião
Coisas que de mim não saem
A primeira vez que me chamou de pai
Vou lhe confessar agora minha filha
Com você eu aprendi que um homem tem que ter família
15 anos faz agora
É de alegria que meus olhos choram
Meu pequeno anjo que agora fascina
Para mim vai ser sempre minha menina
Filha onde você vai
Pode não sobrar um lugar pro seu pai
Mas tenha certeza que eu vou sempre estar
Perto de você onde quer que vá
Não é que eu vá te vigiar
Não é que eu queira ser seu dono
Isso é só um cuidado de pai
Filha eu te amo.
E quando você chorou
Deus me ensinou uma nova canção
Seus olhos de um anjo pequeno
Iam se fazendo minha religião
Coisas que de mim não saem
A primeira vez que me chamou de pai
Vou lhe confessar agora minha filha
Com você eu aprendi que um homem tem que ter família
Hoje sou eu quem pára para escrever alguma coisa assim sobre você.
É só buscar na minha memória o pai dedicado, o pai que não poupa esforços para dar o melhor da vida, o melhor de si para os seus filhos.
O pai que se fez criança, que se fez amigo, que se fez pai!
Com você eu aprendi que a vida nos devolve aquilo que damos pra ela, aquilo que plantamos ao longo da nossa estrada.
Com você eu aprendi a gostar de ler e escrever, porque você escreve como ninguém e me faz querer ser parecida com você, na sua inteligência e no seu empenho com a vida. Sou sua fã. A número um!
Admiro sua trajetória, sua persistência, sua história.
Admiro o jogador de futebol, o técnico, o profissional exemplar, o incentivador, o escritor, o crítico de política, o jurídico, o churrasqueiro, o estudioso, o exemplo, o pai, tudo isso que você é!
Sou muito grata a Deus por ter você como meu pai, um homem de reputação ilibada, honesto, honrado, do caráter mais elevado.
E muito do que existe em mim hoje é fruto do seu esforço, do seu empenho, de tudo o que você foi depositando ao longo dos anos em minha vida.O dia é seu e quem agradece sou eu, porque você que é o presente!
Pai
No dia em que eu nasci
Uma linda história você já preveu
Mas só vivendo foi que compreendi
Que o presente quem ganhou fui eu
E a cada passo, a cada queda a cada descoberta
Em você sempre encontrei um abraço
Mesmo que as decisões não fossem sempre as mais certas
Coisas que de mim não saem
Quando me ensinou a andar de bike
Quando na platéia sempre me aplaudiu
Com você eu aprendi a trilhar o melhor caminho
Não é só aos seus olhos que sempre serei sua menina
Aos meus também, esta será a minha adorável sina
E por onde quer que eu vá, sempre haverá um lugar pro meu pai
Em minha mente e em meu coração, você sempre se fará presente.
Nesse dia que escolheram como o dia dos pais, dedico a você o meu post e o meu amor!
Te amo!
Quinta-feira, Agosto 10, 2006
Belas-Artes

No final dessa semana comemora-se o dia das Artes, pelo menos aqui no meu calendário.
De qualquer forma, esse dia nada mais é do que um dia dedicado às belas-artes.
Às músicas que se tornam trilhas sonoras das nossas vidas. Sejam nos momentos alegres ou tristes, elas sempre se fazem presentes, com seus acordes e sua harmonia, com toda sua magia.
E o que dizer dos poemas, das poesias que alimentam nossa alma, engrandece nosso espírito, renova nossa esperança. Dos contos, dos livros que de tão fundo que nos toca se acomodam na cabeceira da cama?!
Os filmes que por alguma razão se tornam nossos favoritos. Seja pelo autor que atua magistralmente, seja pela história que acaba contando um pouco de nós mesmos.
Os quadros e as pinturas que têm uma pluralidade de significados, que sua voz abstrata nos alcança e de nós esvai toda temperança.
As danças, os ritmos frenéticos, os tambores que batem em compasso com as batidas do coração. As melodias vagarosas que traduzem os mais profundos sentimentos pelos movimentos corporais.
Os bailarinos que parecem flutuar e com seus saltos nas pontas daquelas sapatilhas nossos olhos faltam saltar.
Circos com suas cores vibrantes e com seus palhaços que nos levam de volta ao mundo da infância, em que o ser é a mais pura alegria.
A arte nos embriaga, alimenta nossas idéias, quase realidade torna toda essa quimera.
Essa arte que retrata a vida vivida e dá vida aos sonhos.
É também como uma fotografia de épocas, estilos...retrata essa vida terrena e a esperança de uma outra.
É o “registro das idéias e dos ideais de cada cultura e etnia.”.
Todas elas me fascinam, interferem e acrescentam no meu modo de ver o mundo...uma leitura deliciosa com os olhos do coração e da razão.
Terça-feira, Agosto 08, 2006
A Inocência

Ela nasceu para voar e todos sabiam disso.
Mas, prefiram protege-la, a criaram em um ninho tão seguro que o mundo parecia não poder lhe causar nenhum mal.
Aliás, o mundo para ela era como aquele pedacinho de chão, que apesar dos pequenos espinhos, as flores sobressaiam sempre.
E então lhe ensinaram a voar somente ao redor do ninho. No começo foi fácil, ela se contentou com a paisagem que via, com a vida que surgia a sua volta.
Assim, parecia que realmente nada lhe causaria dano algum.
Até que um dia um espinho, sabe-se lá onde é que havia se escondido, surgiu e lhe atingiu o coração, fazendo com que olhasse para o alto e desejasse as alturas.
E assim partiu, sem que nenhuma objeção a fizesse parar, seguiu em frente e um novo mundo foi se descortinando a sua frente. Uma nova paisagem, novos amigos na passagem, um novo aprendizado, um mundo que desponta o sol e assombra com sua escuridão, realidades distintas, nuas, cruas, sentiu medo, vontade de voltar, mas o céu não parava de se alongar.
Percebeu que mesmo nas noites mais cálidas sempre há uma estrela brilhando e apontando o caminho...
E assim continuou seguindo, e os seus olhos se abrindo...descobriu um mundo não tão bonito, não tão justo, não tão protegido como naquele em que havia crescido...e então lá em cima o ar ficou rarefeito, pesado e ela caiu...mas, suas asas ficaram mais fortes e é lá pra cima que ela está indo novamente, só que agora sabe que a vida é somente bela aos olhos da alma de quem olha pra ela, porque existem feras...
Foi assim que Inocência, singela e pura se tornou Experiência, pois tem aprendido a prudência com Aquele que detém a verdadeira sapiência!
Segunda-feira, Julho 31, 2006
Mundo virtual

Na revista ÉPOCA desta semana saiu uma reportagem sobre Blogs.
Resumidamente e em outras palavras, assim como o Rádio e a TV foram importantes na formação da opinião pública, na propagação da cultura de outros lugares, fonte de informação e de besteirol para o século XX, assim é ou será os blogs no século XXI.
Existem milhares, dos mais variados estilos e para todos os gostos. Desde os mais engajados e políticos até os mais abobados e sem nenhuma informação útil.
Pode até se dizer que existem muitos escritores surgindo nessa nova era digital.
Ao mesmo tempo em que potencialmente todos em qualquer parte do mundo podem em apenas um clique saber o que você escreve, o que você lê, também podem se comunicar com você, deixando mensagens, sobre o que leu. E isso é o mais interessante, o que mais atrai nesse mundo virtual.
Ao mesmo tempo em que você pode se esconder atrás de uma tela do computador e assumir uma outra identidade, escrever aquilo que talvez não tenha coragem de dizer, você também pode dar a cara a tapa, mostrar e gritar pro mundo inteiro a que você veio. Suas idéias, posições, convicções.
Enfim, hoje é possível conhecer o mundo inteiro por um clique!
Tem tanta coisa boa de se ler na internet. Tantos textos, tantas poesias, tantos contos, mas também tem fofocas que só aumentam um ponto, tem piadas e baboseiras que não acrescentam nada.
Há também muitas informações fantasiosas, mentirosas e que se espalham assustadoramente como se verdade fossem...ainda bem que as pessoas já estão vacinadas e não engolem tudo que lêem pela frente.
Mas aí é que está, você não precisa ler tudo, pode simplesmente selecionar, assim como se seleciona amigos. Nos seus favoritos pode estar aquela página da web que realmente te acrescente algo.
Não é como a TV que se não for a cabo, te oferece opções limitadas, e porque não dizer, que esses canais abertos da TV brasileira é uma mesmice chata! E você não tem o poder de mudar nada! Não pode chegar lá e dizer para quem quiser ouvir que existe mais do que as novelas (argh!) tentam empurrar goela abaixo. É um mundo em que a maioria de nós é apenas ouvinte e espectador.
Já aqui, ainda que atinja a poucos, posso me fazer ser autora. Posso criar e desenvolver a minha história, o meu enredo, o meu filme, as minhas imagens. E você ainda pode se interagir comigo. De alguma forma acabo entrando em lugares que talvez meus pés nunca venham a pisar, de alguma forma pode ser que alguma palavra que eu aqui ou em outro lugar escreva marque o seu e o meu coração, nos insite a vontade de buscar ser melhor.
Nesse mundo que reflete o que as pessoas realmente são, encontramos muita gente esclarecida, muita gente de alma enobrecida, muita gente engajada, muita gente que se compromete com informação de verdade. E são com esses que quero aprender o que essa web me permitir.
Mas que fique bem claro, que essa vida de URL e links é apenas virtual...não faça dela sua morada, o mundo real é mais cruel, mas é nele que podemos viver a vida, é nele que vemos as cores mais lindas, é nele que sentimos o toque do vento, o aquecer do sol, sentimos o cheiro do bolo, o beijo de amor, o abraço aconchegante, o refrescar das águas em um dia quente, ouvimos o canto dos pássaros e o gotejar da chuva. É nele que podemos ter o prazer de viver.
Quarta-feira, Julho 12, 2006
Bon voyage mon ami

Minha amiga Vivi está indo embora pra França hoje, ontem nem pareceu que estava me despedindo e que só poderei vê-la novamente daqui um ano. Parecia ser mais um dos nossos passeios, mais uma das nossas infindáveis conversas, mais um dos dias compartilhados...Todos dizem que um ano passa voando, tomara que passe mesmo...
Mas que você fará falta, isso fará.
Escrevi esse poeminha, e como você não pôde levar o seu cartaz da festinha de despedida, poderá olhar ele aqui sempre que quiser.
P.S: Elle seulement ne deviendra pas amoureux de un français, mais si ceci se produire, n'a pas de problème, parce que Thalita et moi nous allons rendre visite à toi plus tard.
Viviane
O mundo hoje está de braços abertos esperando por você
Esperando pelo seu vôo
Esperando que você brilhe em outro continente
Em outros lugares, em outros lares, em outros corações
Existem amigos lá fora esperando por te conhecer
Esperando que você leve a eles a sua calma e o seu prazer de viver
Existem amigos aqui torcendo por você
Preparados para ver você crescer mais e florescer
Não vamos nos despedir, mas te desejar um lindo aprendizado,
Não só da linguagem e dos costumes diferentes, mas da vida que se faz sempre presente
Que hoje te alarga as fronteiras
Te faz ver além, ir além
Teremos você sempre aqui
No nosso coração, nos nossos pensamentos, nas recordações
E na certeza de que quando você voltar será a amiga de sempre,
Só que muito mais rica por dentro.
Ah, e se a saudade apertar volta mais cedo...hehehe
Te amamos!!!!
Quinta-feira, Julho 06, 2006
A arte de escrever

O papel ta ali....em branco, em cima da mesa.
A caneta ta aqui...na minha mão.
E as idéias estão por aí vagueando...
Entre um pensamento e outro, entre um devaneio e outro, entre um sentimento e outro, entre um poema e outro, entre um conto e outro, entre estórias e histórias, entre autores e cantores, compositores e escritores estou eu...encantada com você letra viva, que me faz ficar cada vez mais fascinada com o encanto que é capaz de produzir em mim. Com sua sonoridade, com sua simplicidade, com sua riqueza, com os sonhos enfim.
A cortina se abre e perco-me em tanta beleza, em tantos simbolismos, em tantos paisagismos que constrói e traz para tão perto de mim.
São versos soltos, sílabas métricas, sílabas poéticas, contos de fadas, contos que não falam de nada, contos que contam dessa estrada.
Descrições inebriantes, dissertações edificantes, narrativas hilariantes.
Palavras, palavras....que falam da rua e falam de casa, revela os segredos desse coração, compreende e desvenda toda emoção.
Me faz ser como toda essa gente que sente, que sonha, que briga, que pensa, que deseja, que se alegra, que se ri, que se entristece, que se enamora, que canta, que brinca, que ama, que grita, que se apaixona, que se prende, que se liberta, que viaja, que fica em casa, enfim...
É ao mesmo tempo meu espelho e a imagem que reflete em mim.
Nas palavras do consagrado Carlos Drumond de Andrade:
Poesia
Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Sexta-feira, Junho 30, 2006
Como Criança

Escrevi esse texto há algum (bom) tempo atrás. Mas, hoje essas palavras acordaram tão vivas dentro em mim....
Quero pipoca e algodão doce, cachorro-quente e pamonha doce.
Quero acordar cedo e, sem pressa, contemplar a vida que, para existir, teve um alto preço.
Quero tomar banho de chuva, andar descalço pela rua, e ouvir Teu Espírito me dizer que sou amada filha Tua.
Quero brincar de pique e esconder-me em Tuas asas das dores...dos medos.
Quero pular, rir sem parar, adorar, e adorar.
Emocionar-me por ser tão amada e por tanto Te amar.
Quero rever meus amigos de infância e ver que o tempo passou me deixando boas e doces lembranças.
Quero crescer e ser sempre criança.
Quero ter responsabilidade sem me preocupar com idade.
Quero ter compromisso sem deixar de estar contigo, meu Pai e Grande Amigo.
Quero conversar sobre nada, quero conversar sobre tudo e sonhar... Sonhar com o Teu grandioso futuro.
Quero enxergar além dos óculos, dos títulos e das cascas dos corpos.
Quero amar o meu próximo como o Senhor o ama, o conhecendo pelo nome, e não por olhar a herança de seu sobrenome.
Quero realizar Teus desejos, amar Teus segredos.
Quero crescer com você, viver para você, meu amado Senhor e Mestre.
Quero ser assim... Criança por dentro, com o coração puro, grato e sedento!
“Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.” Mateus 18:4.
“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele.” Marcos 10:15.
Segunda-feira, Junho 26, 2006
Perto...bem perto

Viver e estar longe de você
É o mesmo que ter o conhecimento e faltar a sabedoria
É o mesmo que ter as palavras e faltar a poesia
É o mesmo que ter os dias e faltar a alegria
Viver e estar longe de você
É o mesmo que ter o ar e ficar sem respirar
É ter o chão e não ter onde pisar
É ter a estrada, o caminho, mas sem saber onde vai dar
Viver e estar longe de você
É o mesmo que ter a música e faltar a melodia
É o mesmo que ter o amigo e faltar a harmonia
É o mesmo que ter o amor e faltar a sintonia
Mas, então por que os dias insistem em encher meu coração de poeira?!
Aquele pó que me impede de te ver, me afasta....
E ao passar dos tempos o costume até se faz presente
E o vazio faz morada. Não. Ele não se torna ausente
Viver e estar longe de você não é a minha vida
É uma outra...bandida
Quero sua presença presente
O sangue que me une novamente
Viver e estar sempre perto. Perto de você.
Quarta-feira, Junho 14, 2006
Somos irmãos
Um conheceu o mundo e a família primeiro que eu
O outro fui eu quem apresentou e brindou a chegada
Juntos formamos um trio que completou a linhagem
Compartilhamos o mesmo colo e a mesma casa
Corremos no mesmo quintal, viajamos para os mesmos lugares
Tivemos os mesmos amigos, por um certo tempo, é verdade
Depois cada um foi descobrindo sua própria estrada
Vibramos com as mesmas vitórias, sofremos com as mesmas derrotas
As individuais compartilhamos, às vezes de perto e às vezes de longe
Às vezes um olhar silencioso e compadecido, às vezes um verbo rasgado e embrutecido
Mas, nunca nos abandonamos.
Brigamos milhões de vezes, nos ressentimos outras tantas e por vezes dizemos coisas feias e que depois deixou um vazio no coração
Mas que o próprio tempo se encarregou de apagar e nem marcas deixar.
Somos assim, irmãos.
Tão diferentes e vindos de um lugar tão igual
O mesmo pai, a mesma mãe.
As mesmas regras (nem tanto)
O mesmo amor
Essa irmandade nos fez livres, próximos tais que
Nos permitiu (e permite) dizer e desdizer,
Bendizer e maldizer
Mas ai de um outro que queira falar mal de você (s)
Hoje sinto um pesar quando penso que esse lar um dia vou deixar
Quando olho para a porta adiante de mim lembro das gargalhadas,
Das baboseiras que não falavam de nada,
Das brigas e picuinhas que hoje são piadas
Dos vexames e palhaçadas
Dos aniversários e dos natais
O passo se faz largo e por vezes nos deixam incertezas
Essa vida que insiste em nos levar para caminhos diferentes, talvez lugares que nem sei dizer
Mas encontro o conforto na certeza que o laço que nos une é sangue
É vida, família
Imortalizada.
Terça-feira, Junho 13, 2006
Gente como a Gente
Às vezes o assunto é específico, mas o que toca nossa alma é algo que para muitos pode até passar despercebido.
Foi assim que aconteceu comigo enquanto lia sobre um texto no Colunet.
Como nas palavras de Marcos Soares “Muitos criticam a mulher de Jó por sua atitude e seus conselhos errados. O próprio Jó disse que ela estava falando como uma doida varrida. Mas pelo menos ela estava lá. Não fez como algumas mulheres, que abandonam seus maridos à própria sorte na hora da amargura. Ela também tinha sofrido perdas. Os filhos eram dela também. A 1ª dama do Oriente agora estava na rua da amargura. E ela ficou ali até o fim.”
Quem nunca sofreu algum tipo de perda?! Perdeu um lugar, um alguém, algo que doeu, causou doridas feridas, te fez pensar em desistir, não pela falta de esperança, mas simplesmente porque a dor tem esse atributo...embaça as vistas e não enxergamos muito, apenas queremos nos livrar de tão árduo sofrimento.
A mulher de Jó também perdeu os filhos, a mulher de Jó também ficou pobre. Não tinha mais as jóias que ela estava acostumada a usar. Não tinha as muambas para fazer o serviço da casa, aliás, nem a casa ela tinha mais. Quanto mais as roupas. Ela não podia mais estar na moda. Sua vida também virou de cabeça pra baixo. As reviravoltas da sua vida também machucaram sua alma.Ainda mais naquela época em que a mulher não podia muita coisa. E talvez o fato dela não ter se calado demonstre que muito mais do que a falta de sabedoria que teve ao falar pro seu marido amaldiçoar a Deus e morrer, ela explodiu o que a estava implodindo. Talvez a dor que a atormentava por dentro foi maior do que a vontade e a certeza de permanecer calada.
Muitas vezes ficamos calados diante das nossas dúvidas e feridas. Deixamos que elas acumulem dentro de nós, que fiquem amontoadas, que nos firam ainda mais. Talvez pela posição que temos em algum lugar ou para alguém, demonstramos estar sempre bem e com uma postura de que nada nem ninguém é capaz de nos abalar o suficiente. Somos sábios o bastante para aceitar tudo e calados. Somos mesmo, ou somos covardes, e assim criamos máscaras?! Odres velhos.
Mas, então o que fazer?!
Diante do inesperado, do indesejável, do inafastável, do inexplicável...da dor que insiste e persiste?!
Sair por aí gritando, xingando e esbravejando?! Dizer em alto e bom som que Deus nos desamparou?! Que a nossa dor, as nossas lágrimas Ele simplesmente não vê?! Culpa-lo pela má sorte?!
Definitivamente não.
Mas, definitivamente também digo não para o cálice da amargura.
O que temos a aprender com a mulher de Jó é que ela também sofreu, ela também se desesperou. Sim, naquela época as mesmas dores, as mesmas percas eram duramente sentidas e sofridas. Causavam o mesmo desejo de arrancá-la para fora.
Mas não. Não precisamos falar como ela.
Como falar então?!
O melhor exemplo para seguirmos é de um nazareno chamado de Jesus, o Cristo. Ele foi humilhado, sofreu a pior das desilusões, foi traído com um beijo, foi ultrajado, maltratado, xingado. Esteve nu diante de uma multidão, a mesma que outrora o seguia e queria os seus milagres. Sofreu, sofreu e sofreu como nunca ninguém antes. Esteve cercado de amigos e um dia depois estava abandonado pelo próprio Pai.
E o que Ele fez?! O QUE ELE FEZ??????
Quem Ele culpou?! Quem Ele xingou?! A quem Ele buscou?!
“Pai, por que me desamparastes?” essa pergunta ecoou nos céus, ecoou no meu coração. Doeu. Mas, doeu muito mais na alma de quem essas palavras brotaram.
Esses sentimentos são inerentes aos homens. Somos de carne e osso e sofremos.
Por isso amados, se se sentirem sós, desamparados, fracassados, abandonados, corram para o Pai, porque Ele disse que nunca, nunca nos abandonaria. O mundo e as coisas deste mundo são traiçoeiras e falhas, mas Cristo não. Por mais que você atribua o seu fracasso e a sua dor à Ele, saiba que por amor a você Ele sofreu a pior dor...Ele obedeceu até a morte mesmo se sentindo só.
Se estiver com vontade de gritar, grite.
Se estiver com vontade de chorar, chore.
Se estiver com vontade de se revoltar, revolte.
Mas, faça tudo isso no silêncio do seu quarto porque é ali, onde ninguém te vê, que Cristo te sara, te cura, transforma o seu pranto em festa. Foi ali que Ele transformou os meus traumas em experiência, em vontade de ver outras pessoas transformadas, saradas.
O problema não está em falar da sua dor, mas para quem você fala e a maneira como você fala.
Fale com Ele. Que te escuta e te sara.
Que possamos aprender com os erros, com os acertos e que todo mundo é gente como a gente.
“e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mt. 28:20
Segunda-feira, Junho 12, 2006
Dia do nAMORado
O meu, o seu, o nosso dia.
E gostaria de deixar registrada a alegria que você me proporciona por ser parte da minha vida.
Como enamorados e namorados, mais uma vez desfrutaremos desse dia e de toda magia que o cerca juntos. Mas, este tem um gostinho todo especial. Não precisarei ficar com você só no fim de semana e me contentar em te imaginar do outro lado da telinha. Agora você está aqui, faz parte de cada minuto do meu dia a dia.
Você é o sonho sonhado, a realidade realizada, o amor amado, o carinho desfrutado. Muito mais do que namorado, você é meu amigo, meu cúmplice, o braço forte que me ampara, o riso gostoso que me alegra, o amor demonstrado no olhar que me penetra, enaltece. As palavras sonorizadas que me estremecem.
Com você a chuva é mais gostosa de sentir, o pôr-do-sol mais bonito de se assistir, a vida mais intensa, o arco-íris mais colorido o amor mais vivido.
É por tudo isso que você é o melhor namorado do mundo e me faz querer ser melhor a cada dia, me faz sonhar com os dias futuros, com os sonhos que estão adiante de nós, com os planos que temos traçado.
Hoje eu comemoro ter você aqui dentro e fora. Presente.
À você todo o meu amor.
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Copa do Mundo

Estamos quase lá.
Faltam apenas alguns dias.
Estou ansiosa, quero ver a seleção em campo, ver o coração da nação vibrando, todos juntos. Caras pintadas, bandeiras nas sacadas, ruas enfeitadas, as nossas cores estampadas.
Tudo bem, podem dizer que futebol é o circo, o ópio do povo. Que seja.
O que não podem negar é o fascínio que a seleção brasileira em campo em plena copa do mundo é capaz de gerar em nós brasileiros. Da mais tenra a mais avançada idade, dos mais cultos aos mais simples, dos célebres aos humildes. É capaz de nos fazer um: brasileiros.
Não sou do tipo fanática por futebol, aliás, acho um absurdo se trocar tanta coisa boa na vida, por uma “pelada”, ou simplesmente para ver o “seu time” em uma final de campeonato.
Mas, talvez entenda esse sentimento em um momento como esse que estamos prestes a viver, ainda que há milhares de quilômetros.
Não sei se você já entrou em um estádio de futebol lotado, a torcida em peso gritando, vibrando, se debulhando em lágrimas, sorrisos, gritos, brados. Todos em uma só voz, unidos sem mesmo se conhecerem.
Uma vez tive a oportunidade de presenciar um acontecimento assim em um jogo importante do time do meu pai. Fiquei encantada com aquelas milhares de vozes cantando como em um lindo coral. O sonho de ver o Brasil jogando em uma copa do mundo brotou em meu coração.
É quase que mágico ver brasileiros em um local tão distante e se sentirem tão próximos, tão unidos. Por isso o futebol é um dos poucos esportes que me contagia.
A vontade de colocar os jogadores em frente ao gol e fazer com que aquela bola alcance a rede é tão grande que não conseguimos ficar sentados nas cadeiras, nos levantamos, brigamos com eles, damos dicas, imaginando que talvez possam ouvir, temos “amuletos”, fechamos os olhos, gritamos que é GOLLLL, nosso coração dispara, nossos olhos brilham, uma lágrima brota, o abraço se faz, a emoção transborda.
Oramos desesperadamente para que o adversário não se aproxime de nós, e os que eram incrédulos se tornam fervorosos na fé.
O time brasileiro em campo é muito mais do que onze jogadores disputando uma bola, essa seria a mais fria das leituras. Na verdade, são os milhões de brasileiros mostrando ao mundo inteiro as cores que correm dentro de si: sim, somos verde e amarelo. Canarinho.
Somos festa, somos riso, somos a jinga, somos o grito vindo das entranhas do nosso ser, somos o calor humano que sobressai o cutâneo. Somos gente, somos solidariedade e isso todos podem ver.
Talvez seja por isso que a Nação pare nos 90 minutos de jogo. Empresas, escolas, comércio, repartições públicas, enfim, todos querem ver o Brasil na telinha, querem ver a nossa arte, querem ver que além do esporte, muito além, transmitimos a alegria de ser brasileiro. Apesar de toda injustiça, de toda corrupção, de toda mentira que agride a nossa nação, apesar da nossa política suja, das mazelas sociais, apesar de tudo isso, somos um povo feliz, e que se sente orgulhoso por isso. E talvez também seja por isso que atraímos as pessoas para que também conheçam além do futebol.
Isso não é tudo, mas como fico feliz de ver todos aqui e lá fora se sentirem assim tão unidos. Enlaçados.
Quinta-feira, Maio 11, 2006
"Brasil, mostre sua cara"

Em 1985 a esperança de um casal se renovava, ao ver mais um fruto do seu amor brotar.
Nasci em um período de transformações – o Brasil já não era o mesmo. A Nova República despontava, e enchia o coração de meus pais e de todos os brasileiros de confiança, esperança de um futuro cheio de progresso e desenvolvimento.
Não só os meus, mas os pais de milhares de brasileiros sonhavam, imaginavam que seus filhos cresceriam em meio a uma liberdade que muitos deles só puderam ver na tela do cinema.
A ditadura ruiu.
Ressurgiu a Democracia.
Mas, o quadro hoje não é aquele outrora esperado, tanto desejado, sonhado, falado.
É vergonhoso, mas eis a nossa nação:
República Federativa do Brasil.
Este é o nome desta nação de milhões de pobres, outros tantos de analfabetos e sem oportunidades, que talvez trabalhando sua vida inteira, nem consigam comprar uma casa de R$50.000,00 reais, sonho de milhares de brasileiros. Mas também temos em nosso meio, algumas dúzias de brasileiros, que em um único dia sacam de um banco do governo milhões de reais, quantias tão grandes, que nós pobres mortais, nem conseguimos imaginar em números, e muito menos com quê gastar.
Ah, mas os nossos parlamentares sabem destina-lo muito bem! Tanto que para descansarem de tão árdua tarefa, vão para hotéis luxuosos na tão estimada capital federal, e ali se entregam aos prazeres da carne, e se livram do peso do stress, adquirido com tanto trabalho em gastar o dinheiro de impostos do nosso povo. Ufa! Ninguém é de ferro!
Na verdade essas pessoas grandes, o são somente devido aos seus tão remunerativos cargos, pois lhes falta caráter, dignidade, honra, fidelidade, e tantas outras características próprias de grandes pessoas, e que nós, eleitores brasileiros não analisamos ao delegar o nosso poder a um representante, porque também nos vendemos, muitas vezes por um pedaço de pão. Mas como não faze-lo quando se tem uma criança com fome dentro de casa, e não há empregos, a escola é longe, e a mesma impede o filho de ajudar no sustento da família?!
A labuta da esquerda para chegar ao poder, foi acompanhada e desejada pela maioria esmagadora das classes mais baixas, porque viram em um nordestino pobre a conquista gradativa de qualidade de vida e respeito, a chegada a presidência era o ápice! Como se todos chegassem ali juntamente com ele. No entanto, sabe-se que aqueles ideais outrora tão veementemente defendidos tinham dado espaço aos interesses capitalistas da pequena, mas poderosa burguesia controladora da sociedade. Intimidaram-se?!
O fato, é que deveriam usar aquele mesmo empenho, garra e dedicação de sua superfaturada campanha, para fazerem aquilo que tanto disseram e que muitos, centenas, e milhares de nós creram.
É triste pensar que somos uma Nação tão rica, mas tão miserável ao mesmo tempo. O dinheiro que tanto é desviado deveria na verdade, ser destinado para a saúde, contribuindo para sanar moléstias de tantos irmãos enfermos Brasil a fora; para a educação, criando oportunidade para tantas crianças que muitas vezes não conhecem o significado da palavra brincar. Estes e tantos outros direitos sociais são violados, desrespeitados, e por vezes nem sequer lembrados, diante da cínica desculpa – falta verba.
Talvez ainda não tenham entendido que sociedade livre, justa, solidária com distribuição de renda se difere da que tanto temos conhecimento, e que tem sido revelado diante do povo, dos eleitores, em CPIs seus grotescos e imundos bastidores.
O poder ao contrário do que muitos podem pensar é do povo, e foi delegado aos seus representantes para que estes, que não são mais do que administradores públicos, levassem a Nação ao cumprimento de seus objetivos fundamentais, zelando pelo bem comum, e não pelos individuais.
É vergonhoso ser parte de tanta sujeira, de tamanha profundeza de mentiras, sofismas, atitudes ilícitas e corruptivas. É inadmissível que deixemos “homens de terno”, de vocabulário rebuscado e muitas vezes persuasivo, mas que por dentro não passam de escárnio, sejam inocentados.
Para isso temos o Poder Judiciário, que exerce a função de julgar, não só em conformidade com a letra fria e crua da lei, mas diante da hermenêutica e da realidade dos fatos buscar-se-à justiça.
Imprescindível é o conhecimento e a construção de ideais permanentes, pois sem eles não há direção, mas confusão, corrupção, ilusão e decepção.
Chega de pizza no Congresso Nacional.
Thaíse Dias Lima
Segunda-feira, Maio 08, 2006
Aliança

Me enlace, me prenda a você
Aperte o laço
Não quero nó que se desate facilmente
Também não quero emboscada ou traição
Quero vínculo, perfeição
Cordão de três dobras
Amor perfeito, trino, eu, você e Deus
O Senhor da criação

Do amor e da gratidão
Que ata e nunca desata
Que une e nunca separa
Aliança, a eterna união
Do amor, amizade, carinho e compreensão
Guardados a sete chaves em meu coração
Eternizados no tempo e no espaço
Memórias que se farão presentes
O elo entre o ontem, o hoje e o amanhã
Efêmero
Não buscarei os aplausos porque devido à sua inconstância podem se transformar em vais, e não são eles que nos engrandece.
Não buscarei o dinheiro porque apesar de propiciar a realização de muitas vontades, desejos e sonhos, pode tornar-se o ladrão do meu sono.
Por outro lado, não deixarei que a régua e a tabuada deixe há milhares de léguas a minha aspiração.
Buscarei o sucesso que fará do meu trabalho compensador, ainda que no anonimato.
Buscarei o conforto em um sorriso, sabedoria no derramar de uma lágrima, aprendizado na dor, paz no teu amor, Senhor.
Buscarei isso todos os dias, para que as coisas efêmeras desta vida não me seduzam e a tornem apenas uma decadente desilusão.
Segunda-feira, Abril 10, 2006
Viva a Vida!
"Trabalhe como se você não precisasse de dinheiro; ame como se você nunca tivesse se machucado. E dance como se ninguém tivesse olhando!!!"Eu li esse pensamento em um e-mail. Não é de nenhum filósofo célebre, mas no momento em que li essas palavras me saltaram aos olhos e penetraram no recôndito de minha alma. Minutinho de sabedoria. Aqueles pensamentos que não dizem muito, mas que falam profundamente. Mais importante do que ter vida é viver a vida!
Que Deus nos dê sabedoria para viver a vida da forma mais intensa...celebre a vida! Dance com ela, mas não seja irresponsável.
Sexta-feira, Abril 07, 2006
Apaixonada por você

Apaixonada por você, a minha alma aos teus pés eu derramei
Apaixonada por você, uma oferta de sacrifício ao teu altar depositei
Sonhos, vontades, amigos, a minha própria vida em tuas mãos eu coloquei
Apaixonada por você, por muitas vezes a outra face eu virei
Críticas, escárnios, chacotas e piadas por amor eu suportei
Apaixonada por você, quis que a Tua Palavra na minha vida e na vida de outros, realidade viesse a ser, por isso, o meu corpo para tua obra, eu doei
Mas, antes de tudo isso
Apaixonado por mim, aos inimigos da minha alma se entregou
Apaixonado por mim, em uma cruz se sacrificou
Apaixonado por mim, a sua vida foi um sacrifício de amor
Apaixonado por mim, as suas mãos estendidas ficou
A
paixonado por mim, o teu sangue derramouApaixonado por mim, os meus pecados o Senhor levou, perdoou
Apaixonado por mim, me buscou, me conquistou, o seu amor me arrebatou
E hoje, apaixonada por você, a tua face eu quero ver, o seu amor, cada dia mais conhecer, e em teus átrios é onde quero para sempre permanecer.
Thaíse Lima
Quarta-feira, Abril 05, 2006
Te amarei a vida inteira

Amar a vida inteira para mim é muito mais do que só querer estar com você enquanto você fizer o que eu quero, ou o que eu gosto. Vai muito além do que só te amar quando você fizer por merecer. Mas é te amar quando você menos merecer. Quando você for chato, quando você me irritar, quando tudo parecer difícil. É te amar pelo o que você é. Além do romantismo. Além do prazer. É querer dar o melhor de mim a vida inteira pra fazer você feliz. É querer envelhecer ao seu lado. E te ver envelhecer, e te amar mesmo enrugado. É chegar ao fim da vida, e ainda olhar pra você com o mesmo olhar de hoje, ter os olhos brilhando por você. Saber que vivi o melhor que poderia porque foi ao seu lado. É não ter a opção de um “adeus”, ou de um “foi bom enquanto durou”. É estar sempre disposta a fazer valer a pena, mesmo quando aparentemente não estiver valendo. É querer e sempre lutar pelo nosso amor. É ser sua e de mais ninguém...nos pensamentos, no coração, na alma, no corpo.

É ser pra sempre e ponto.
Que assim seja, amém!
Thaíse Lima
Terça-feira, Abril 04, 2006
Abrindo a janela

Primeiro post no meu primeiro blog.
Existem muitas razões para dizer porque resolvi criar um espaço virtual. Já são tantos. E-mails, orkut, msn, msn-spaces....Mas, resolvi ter um espaço específico para publicar o que escrevo, o que é reflexo da minha alma. Por isso escolhi esse nome também - Janela dalma.
Tenho que dizer, que também fui incitada a "blogar" por uma amiga carioca. Claro que não vou me atrever a tentar ser engraçada como ela. Existem pessoas que nascem com um dom descomunal de nos fazer sorrir além da conta...Acho que este não é o meu dom.
Tem mais uma coisa: Não vou ficar descrevendo os meus dias, então não procure me desvendar ou vasculhar minha vida por aqui. Apesar, de saber que tudo quanto escrevemos é um reflexo do que estamos vivendo, não vou detalhar nada. Não será um diário aberto, um portão escancarado, mas uma janela apenas.
Assim, como os poetas que escreveram sobre suas angústias, sonhos, temores, prazeres, e tantos outros sentimentos existentes no âmago do homem, sem identificar exatamente o que se passava, assim será esta pequena janela de minha alma.
Thaíse Lima




